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Estabilidade No Serviço Público Art 19 Do Adct

Jurisprudência - Direito do Trabalho

ESTABILIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO – ART. 19 DO ADCT – REINTEGRAÇÃO – Preenchidos os requisitos do art. 19 do ADCT, tem direito o reclamante à estabilidade no serviço público municipal, em cargo no qual se achava investido quando da promulgação da Constituição Federal de 1988. Dispensado arbitrariamente ao arrepio do disposto no art. 41, § 1º da Carta Magna, correta a sentença que determinou a reintegração do obreiro. (TRT 11ª R. – R-EX-OF 0159/01 – (0554/2002) – Relª Juíza Solange Maria Santiago Morais – J. 07.02.2002)

PRESCRIÇÃO - Da ação meramente declaratória também se exige interesse processual e, em seara trabalhista, a única hipótese de isenção do prazo extintivo é indicada no § 1º do artigo 11 da CLT. (TRT/SP - 01993200702802006 - RO - Ac. 7ªT 20090755302 - Rel. Cátia Lungov - DOE 18/09/2009)

AUSÊNCIA DOS REQUISITOS INSERTOS NOS ARTS. 2º e 3º da CLT - INEXISTÊNCIA DO LIAME EMPREGATÍCIO. Não merece prosperar a irresignação obreira, haja vista a inexistência dos requisitos insertos nos arts. 2º e 3º da CLT, não sendo possível reconhecer o pretendido liame empregatício, devendo ser mantida incólume a decisão revisanda, a qual julgou improcedente a pretensão encartada na peça de exórdio, bem como, os pedidos correlatos a essa modalidade contratual. Recurso ordinário desprovido. (TRT23. RO - 02101.2007.051.23.00-7. Publicado em: 03/04/08. 1ª Turma. Relator: JUÍZA CONVOCADA ROSANA CALDAS)

AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DE PENHORA. INFORMALIDADE. A penhora consiste na apreensão de valores, direitos ou bens do executado, em garantia da execução, sendo certo que quaisquer atos tendentes à concretização desse desiderato, ainda que o juiz não o diga com todas as letras, consiste em penhora, a qual não possui forma prescrita em lei. O fato do ato judicial de penhora não ter sua forma pré-estabelecida, sob pena de nula, em lei, torna-o informal, daí não haver na decisão, ora agravada, debate sobre a aludida forma legal, repita-se, por inexistente. Assim, na hipótese, conclui-se que o juiz está livre para escolher a forma que melhor aprouver para realização desse ato processual, v.g., optando pelo envio ou não de carta precatória como meio de sua perfectibilização. Mantenho incólume a decisão agravada e nego provimento ao agravo regimental. (TRT23. AGMS - 00033.2008.000.23.00-0. Publicado em: 30/04/08. Tribunal Pleno. Relator: DESEMBARGADOR ROBERTO BENATAR)

EXECUÇÃO POR VALORES LIBERADOS ALÉM DO DEVIDO – RECURSO DO RECLAMANTE – AUSÊNCIA DE GARANTIA DO JUÍZO – NÃO CONHECIMENTO – DESERÇÃO – Demandado o exeqüente pelo valor levantado a maior, porque agora sucumbente, para recorrer deve recolher o valor correspondente à condenação, sob pena de não conhecimento do seu apelo. Agravo de Petição do Exeqüente que não se conhece por deserto. (TRT 9ª R. – AP 02159-2001 – (00996-2002) – 3ª T. – Rel. Juiz Roberto Dala Barba – DJPR 25.01.2002)

INDÍCIOS E PRESUNÇÕES. CONTRATO DE EXPERIÊNCIA X CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO. Mesmo não havendo, a rigor, prova dos fatos alegados por uma das partes, mas existindo indícios robustos e contundentes, podem tais elementos formar o convencimento do magistrado a respeito da ocorrência ou não do fato probando. Na hipótese, embora não haja a rigor prova, existem indícios fortes que dão conta de que o contrato de trabalho foi celebrado sem termo prefixado, intentando a reclamada em momento posterior à contratação caracterizá-lo como de experiência, de molde que possível abrandar a exigência de prova conclusiva sobre a modalidade contratual, por termo ou sem termo, na medida em que os citados indícios fazem presumir (presunção de homem) terem os fatos ocorrido conforme narrado pelo autor na petição inicial. Assim, os indícios e presunções conduzem à conclusão de que o contrato de trabalho foi celebrado por prazo indeterminado. Recurso ordinário ao qual se nega provimento. (TRT23. RO - 00428.2007.021.23.00-2. Publicado em: 29/05/08. 1ª Turma. Relator: DESEMBARGADOR ROBERTO BENATAR)

GREVE. DESCONTO DOS DIAS PARALISADOS. ACORDO REALIZADO ENTRE A FEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE PROCESSAMENTO DE DADOS, SERVIÇOS DE INFORMÁTICA E SIMILARES - FENADADOS E A RECLAMADA (SERPRO) PARA COMPENSAÇÃO DOS DIAS NÃO TRABALHADOS. Nos termos do art. 7o da Lei 7.783/89, as relações obrigacionais entre empregadores e empregados ficam suspensas no período da greve, sendo indevida não só a prestação de serviços, como também o respectivo pagamento dos salário. Havendo acordo firmado entre a Federação que representa os trabalhadores substituídos e a reclamada, definindo prazo para compensar horas não trabalhadas no período de paralisação, nada dispondo acerca do desconto do salários de períodos não compensados no prazo transacionado, inviável acolher o pedido do Sindicato reclamante no sentido de que a reclamada se abstenha de proceder aos referidos descontos, caso, após o decurso do prazo, não tenham sido compensadas as horas devidas, em respeito à regra legal que disciplina a questão. (TRT4. 10a Turma. Relator o Exmo. Desembargador Emílio Papaléo Zin. Processo n. 0100200-16.2009.5.04.0017 RO. Publicação em 24-11-11)







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