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Intervalo Para Repouso Ou Refeição Jornada De Doze

Jurisprudência - Direito do Trabalho

INTERVALO PARA REPOUSO OU REFEIÇÃO – JORNADA DE DOZE HORAS DE TRABALHO POR TRINTA E SEIS DE DESCANSO – Em todo trabalho contínuo, cuja duração exceda a seis horas, é obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou alimentação de pelo menos uma hora, nos termos do art. 71, caput, da CLT, preceito aplicável com mais razão na longa jornada de doze horas. (TRT 12ª R. – RO-V-A . 6745/2001 – (1515/2002) – Florianópolis – 1ª T. – Relª Juíza Sandra Márcia Wambier – J. 01.02.2002)

GARANTIA DE EMPREGO – ART. 118 DA LEI Nº 8.213/91 – PRESSUPOSTO – O art. 118 da Lei nº 8.213/91 garante a manutenção do contrato de trabalho pelo prazo mínimo de doze meses, contado da cessação do auxílio-doença/acidente, ainda que o empregado não tenha percebido da Previdência Social o auxílio-acidente, significando que o pressuposto necessário à aquisição do direito à garantia de emprego é o afastamento em linha de fato do serviço por motivo de doença ou acidente de trabalho, ainda que esse afastamento seja pelo período superior a quinze dias, já que somente a partir do 16º (décimo sexto) dia consecutivo é devido o auxílio-doença/acidente pela Previdência Social. (TRT 15ª R. – Proc. 23559/99 – (16581/02) – SE – Rel. Juiz Samuel Corrêa Leite – DOESP 22.04.2002 – p. 80)

ESTABILIDADE PROVISÓRIA RENÚNCIA – VALIDADE – Embora a renúncia quanto aos direitos trabalhistas seja vista com reserva em face da natureza tutelar da legislação, a estabilidade está dentro da órbita dos direitos disponíveis, podendo ser objeto de transação e renúncia, mormente quando conta com a anuência do sindicato e resulta da livre manifestação de vontade do empregado. (TRT 3ª R. – RO 14892/01 – 5ª T. – Rel. Juiz Luiz Ronan Neves Koury – DJMG 09.02.2002 – p. 31)

Prescrição. O crédito decorrente de multa administrativa, por violação à legislação trabalhista, possui natureza não tributária, aplicando-se o prazo quinquenal previsto no artigo 1o, do Decreto n° 20.910/32. (TRT/SP - 02463200800302000 - AP - Ac. 12aT 20090527059 - Rel. Benedito Valentini - DOE 24/07/2009)

DESVIO FUNCIONAL – ELEMENTOS NECESSÁRIOS A SUA CONFIGURAÇÃO– A ocorrência de desvio funcional requer mais que o exercício, pela obreira, da totalidade das atribuições de cargo superior ao seu, requer também que ela partilhasse de igual grau de responsabilidade àquele que é, pelo empregador, atribuído aos ocupantes do cargo mais elevado. Não sendo este o caso dos autos, a pretensão da parte obreira não acha suporte no princípio isonômico. Ao contrário, tal pretensão, se acolhida, representaria, ela sim, agressão à isonomia. Recurso ordinário do reclamado conhecido e provido em parte. (TRT 10ª Região, 3ª Turma – RO n.º 295/2003.020.10.00-5 – Relator Paulo H. Blair – DJDF 24.10.03 – p. 33)

HORAS EXTRAS – TRABALHO EXTERNO – Se o empregado realiza trabalho externo, sem fiscalização da empresa, não tem direito à percepção de horas extraordinárias, aplicando-se a regra do art. 62, inciso I, da CLT. (TRT 11ª R. – RO 1538/2000 – (834/2002) – Relª Juíza Solange Maria Santiago Morais – J. 26.02.2002)

HORAS À DISPOSIÇÃO – Não há no ordenamento jurídico trabalhista, qualquer norma que imponha à reclamada o fornecimento de transporte gratuito a seus empregados, devendo ser considerado o fato como um benefício espontâneo do empregador, que, como já explicitado acima, traz grande vantagem para os obreiros, não comportando interpretações ampliativas, como pretende o recorrente. (TRT 17ª R. – RO 486.2001.4.17.00.8 – (1475/2002) – Relª Juíza Maria de Lourdes Vanderlei e Souza – DOES 18.02.2002)






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