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Multa Prevista No Art 601 Do Cpc Dubiedade

Jurisprudência - Direito do Trabalho

MULTA PREVISTA NO ART. 601 DO CPC – DUBIEDADE INTERPRETATIVA – NÃO – APLICAÇÃO – Não se configura ato procrastinatório ou atentatório à dignidade da Justiça a utilização de medida legalmente prevista pela parte, mormente quando persistem dúvidas interpretativas no tocante aos atos motivadores da aplicação da multa, o que afasta a aplicação da cominação estatuída no art. 601 do CPC. (TRT 12ª R. – AG-PET . 8018/2001 – (02547/2002) – Florianópolis – 2ª T. – Rel. Juiz João Cardoso – J. 13.03.2002)

EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO BANCO CENTRAL – Cabe ao juiz oficiar o Banco Central quando houver necessidade de obtenção de informações somente obtidas por via judicial e imprescindíveis ao bom andamento da execução, já que às partes não resta meio lícito para fazê-lo. (TRT 12ª R. – AG-PET . 9164/2001 – (02474) – Florianópolis – 3ª T. – Relª Juíza Maria de Lourdes Leiria – J. 04.03.2002)

Adicional por tempo de serviço. Art. 129 da Constituição do Estado de São Paulo. Incidência. Remuneração. Ausência de previsão legal. O ATS é verba de natureza salarial, com reflexo nos títulos salariais e legais. A se entender a remuneração como base de cálculo dos qüinqüênios (ATS), haveria a natural incidência de reflexos sobre reflexos, hipótese que não possui amparo legal. Nos termos do art. 37, XIV, da Constituição Federal, infere-se que o legislador constituinte estabeleceu óbice à inserção de adicionais na base de cálculo de vantagens pecuniárias posteriormente concedidas. Ainda que menos específica que a Lei Maior do Estado de São Paulo, a Constituição Federal veda indistintamente a possibilidade de verba de cunho personalíssimo ser acumulada ou mesmo computada para servir de base de cálculo a outra verba de caráter pessoal. A base de cálculo do adicional por tempo de serviço é o salário básico. Apelo a que se nega provimento. (TRT/SP - 04137200609002001 - RO - Ac. 8aT 20090056048 - Rel. Rovirso Aparecido Boldo - DOE 03/03/2009)

PEDIDO BASEADO EM REDUÇÃO SALARIAL, AFASTA A PRESCRIÇÃO NUCLEAR BASEADA EM "ATO ÚNICO DO EMPREGADOR. Quando o pleito se baseia na alteração unilateral das condições contratuais até então vigentes, acarretando prejuízos ao empregado com a redução salarial imposta pelo empregador, o mérito da questão deve ser examinado pelo Judiciário, visando-se aferir a possibilidade de a Ré arcar ou não com o ônus pecuniário correspondente. Registre-se que a pretensão está amparada por lei (princípio da inalterabilidade contratual lesiva, previsto no art. 468 da CLT). Desta forma, não há que se falar na contagem do prazo prescricional a partir do ato patronal. (TRT/SP - 02286200800602000 - RO - Ac. 4ªT 20090881391 - Rel. SÉRGIO WINNIK - DOE 23/10/2009)

JUSTA CAUSA. ATO DE IMPROBIDADE. A extinção do contrato de trabalho por justa causa constitui a mais grave penalidade na esfera trabalhista e somente pode ser reconhecida em juízo mediante prova clara e robusta do alegado, haja vista as conseqüências nefastas que podem causar na vida privada e profissional do trabalhador. Na hipótese, o acervo probatório produzido nos autos prova satisfatoriamente a prática do ato de improbidade que o empregador imputa ao empregado, impondo-se reconhecer a falta obreira. (TRT23. RO - 00837.2007.009.23.00-5. Publicado em: 30/04/08. 1ª Turma. Relator: DESEMBARGADOR ROBERTO BENATAR)

DANO MORAL. FURTO DE ARMA DE FOGO. ACUSAÇÃO PELO PREPOSTO DA EMPRESA TOMADORA DO SERVIÇO. RESPONSABILIDADE. Restando demonstrado nos autos que foi imputado ao Reclamante, de forma precipitada, pelo preposto da ora Recorrente (2ª Reclamada) a autoria do furto de arma de fogo, comete este ato ilícito ensejador de danos morais, porquanto flagrante a violação do disposto no art. 5º, X, da CF c/c art. 927 do CC/2002, emergindo, assim, o direito da vítima em ser reparado pelo ato ofensivo, conforme inciso V do art. 5º da CF/88. Frise-se, contudo, que a existência de contrato de prestação de serviço com a empregadora do Autor (1ª Reclamada) não retira a responsabilidade da 2ª Demandada ora Recorrente pelo adimplemento da condenação, uma vez que os atos ilícitos cometidos, repiso, foram praticados pelo representante desta última. Dentro desse contexto, não merece reparos a sentença que declarou o alcance dos efeitos da condenação apenas a ora Recorrente, ante os termos do artigo 932, III, do Código Civil. DA LITIGÃNCIA DE MÁ-FÉ. Da análise dos autos, não vislumbro a intenção do Obreiro em faltar com a verdade dos fatos, nem formular pretensões destituídas de fundamentos, ainda mais porque na instrução processual restaram comprovados os fatos alegados pelo Autor. Destarte, por entender ausentes as hipóteses caracterizadoras da litigância de má-fé, nego provimento ao apelo, neste particular. (TRT23. RO - 01023.2008.003.23.00-0. 2ª Turma. Relator DESEMBARGADORA LEILA CALVO. Publicado em 30/03/09)

ECONOMISTA – ELABORAÇÃO DOS CÁLCULOS DE LIQUIDAÇÃO – Não há óbice à atuação de economistas como peritos judiciais em processos em que necessite o Juiz de auxiliares da Justiça para a efetivação de cálculos trabalhistas" (Expediente nº 22/2000 da Corregedoria Regional da Justiça do Trabalho da 12ª Região) . (TRT 12ª R. – AG-PET . 8446/2001 – (02065/2002) – Florianópolis – 1ª T. – Relª Juíza Licélia Ribeiro – J. 25.02.2002)






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