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Servidor Público Direito Ao Vencimento Base Não Inferior

Jurisprudência - Direito do Trabalho

SERVIDOR PÚBLICO. DIREITO AO VENCIMENTO-BASE NÃO INFERIOR AO MÍNIMO. INCIDÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 19/98. O salário-mínimo deve ser assegurado pelo vencimento-base do servidor, e não pela complessiva somatória de seus vencimentos. A tese de que a garantia do salário mínimo recai sobre a soma das parcelas auferidas pelo servidor não se sustenta em face da alteração introduzida pela Emenda Constitucional 19, de 04/06/98, no inciso XV do artigo 37 e parágrafo 1º I, II e III do artigo 39, da Carta Magna. Com a nova redação, o inciso XV do art. 37 da CF passou a dispor expressamente que a irredutibilidade diz respeito aos vencimentos dos ocupantes dos cargos públicos. Logo, nenhum vencimento pago pelo Estado pode ser inferior ao padrão, que por sua vez, deve corresponder ao mínimo a que se refere a Constituição. É cediço que os vencimentos compreendem o salário padrão correspondente ao cargo, mais os adicionais e gratificação. Por sua vez, vencimento, no singular, abrange tão-somente o salário padrão, que à luz da Carta Magna não pode ser inferior ao mínimo vigente. Assim, o salário padrão, ou salário-base, piso na primeira referência da escala de vencimentos, deve respeitar o mínimo estabelecido pela Constituição Federal (art. 7º, IV), sob pena de o servidor estar sujeito a receber menos que o mínimo caso lhe sejam retiradas as demais vantagens, ficando em situação de desigualdade em relação aos demais trabalhadores brasileiros. Todavia, ressalvado o entendimento deste Relator a respeito do tema, curvo-me aoposicionamento firmado em sentido contrário, pelo E. STF, guardião da Constituição, e que vem expresso nas Súmulas Vinculantes 15 e 16 da Suprema Corte. (TRT/SP - 01483200802502000 - RO - Ac. 4ªT 20090728798 - Rel. Ricardo Artur Costa e Trigueiros - DOE 22/09/2009)

RECURSO ORDINÁRIO. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. Laudo cuja conclusão é positiva, até dezembro de 2004. A eventualidade no contato com inflamável, na forma estabelecida no trabalho do Vistor, mediante verificação no local de trabalho, e, ainda, na prova de mesa, não exclui o risco e, portanto, o pagamento do referido adicional. (TRT/SP - 01519200705602003 - RO - Ac. 11aT 20090437084 - Rel. Carlos Francisco Berardo - DOE 16/06/2009)

ENTIDADE DE CLASSE. CREA/MT. AUTARQUIA ESPECIAL. AUSÊNCIA DE PRÉVIO CONCURSO. OBSERVÂNCIA AO ART. 37, II DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. É nulo o vínculo que se forma com a administração pública direta e indireta, inclusive com os conselhos de classe, considerados autarquias especiais, quando não precedido de concurso público, conferindo ao reclamante apenas o direito ao pagamento das horas efetivamente trabalhadas ao FGTS. Recurso obreiro a que se nega provimento. ENTIDADE DE CLASSE. AUTARQUIA ESPECIAL. PRIVILÉGIOS PROCESSUAIS. O CREA é mantido por recursos privados, advindos de taxas e anuidades, não recebendo valores da fazenda pública e não estando sujeito a controle de dotação orçamentária. Logo, ante a natureza jurídica de autarquia híbrida dos conselhos de classe, não se há falar em aplicação dos privilégios processuais concedidos à fazenda pública. Nego provimento. (TRT23. RO - 01142.2007.005.23.00-5. Publicado em: 18/06/08. 2ª Turma. Relator: DESEMBARGADORA LEILA CALVO)

VÍNCULO DE EMPREGO. VENDEDOR EXTERNO. ÔNUS DA PROVA. Ao sustentar em sua defesa que o obreiro lhe prestava serviço de forma autônoma, a empregadora atraiu para si o ônus de provar o alegado fato impeditivo do direito do Autor, por força do art. 333, II, do CPC c/c art. 818 da CLT. Não se desvencilhando do ônus probatório que lhe incumbia, mantém-se a sentença que declarou a relação de emprego entre as partes. Recurso da Reclamada a que se nega provimento. (TRT23. RO - 00693.2007.002.23.00-2. Publicado em: 18/04/08. 2ª Turma. Relator: DESEMBARGADOR LUIZ ALCÂNTARA)

SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. LEGITMIDADE ATIVA. SINDICATO. DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. ART. 8º, III, DA CF/88. A legitimidade ativa dos sindicatos, na qualidade de substitutos processuais, nos termos do art. 8º, III, da Constituição, permite a defesa de direitos individuais homogêneos e coletivos dos integrantes da categoria que representam. Recurso provido. (RO - 00087.2007.003.23.00-3, Desembargador Osmair Couto, DJE/TRT23: 300/2007 - Publicação: 17/8/2007)

DIGITADOR. INTERVALO DE DEZ MINUTOS A CADA NOVENTA TRABALHADOS: "Conceitua-se como digitador aquele empregado que atua nas operações de entrada de dados em sistema de processamento eletrônico, executadas permanente e consecutivamente, para alimentação de programa sujeito ao controle da produção, através do número de toques sobre o teclado. Não é essa a hipótese dos autos, uma vez que não há prova de que o recorrente assim se ativasse na ré. Indevido o intervalo pretendido". Recurso ordinário do obreiro a que se nega provimento, quanto a esse item do apelo. (TRT/SP - 02278200701602000 - RO - Ac. 11aT 20090314039 - Rel. Dora Vaz Treviño - DOE 12/05/2009)

CORRETOR DE IMÓVEIS. COMISSÃO. Restou comprovado nos autos que o Autor intermediou o negócio de compra e venda de madeiras firmado entre a Reclamada e o comprador. Assim, nos termos do artigo 727 do CC, tendo o corretor intermediado o negócio, uma vez este concluído, ainda que já tenha sido dispensado o corretor, ou decorrido o prazo do contrato de corretagem, terá ele direito à comissão referente ao negócio. Recurso do Autor a que se dá parcial provimento para condenar a Reclamada a pagar-lhe comissões no percentual de 2,5% sobre o valor do metro cúbico das madeiras retiradas da fazenda Reclamada. (TRT23. RO - 01232.2007.036.23.00-4. Publicado em: 04/04/08. 2ª Turma. Relator: DESEMBARGADORA LEILA CALVO)







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