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Dano Moral Doença Agravada Pelo Trabalho Situação Que Não Exime

Jurisprudência - Direito do Trabalho

DANO MORAL. DOENÇA AGRAVADA PELO TRABALHO. SITUAÇÃO QUE NÃO EXIME A EMPREGADORA DE RESPONSABILIDADE CIVIL. Comprovado o agravamento de doença degenerativa por conta do trabalho desempenhado na empregadora, subsiste o dever de indenizar por danos morais, à medida da incapacidade. (TRT/SP - 02289200708402009 - RO - Ac. 4aT 20090309710 - Rel. Sergio Winnik - DOE 08/05/2009)

AUSÊNCIA DE TRANSMUDAÇÃO DO REGIME DA CLT PARA O ESTATUTÁRIO. DEPÓSITOS DO FGTS. Na hipótese, não ocorreu a transmudação do vínculo com o advento da Lei Municipal n. 25/97, em 27.11.97, permanecendo, o reclamante, no mesmo regime em que ingressou nos quadros do reclamado, ou seja, o da CLT. Ao tempo da contratação, em 11.01.73, vigia a Constituição Federal de 1967, que não exigia prévia submissão a concurso público quando se tratasse de emprego público, hipótese dos autos, ao contrário dos candidatos à ocupação de cargo público, segundo se infere do art. 95 daquela Lei. Destaque-se que o reclamante foi beneficiado pelo disposto no art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da CR/88, em razão do que se tornou estável no serviço público, pois estava vinculado ao Município de Cáceres/MT desde antes de 05.10.83, marco definidor da estabilidade em tela, sem haver se submetido anteriormente a concurso público. Assim, o contrato de trabalho estava jungido ao regime jurídico da CLT, motivo pelo qual deve o empregador comprovar o recolhimento de todos os depósitos do FGTS do período laborado. (TRT23. RODEOF - 01105.2007.031.23.00-3. Publicado em: 01/04/08. 1ª Turma. Relator: DESEMBARGADOR ROBERTO BENATAR)

DOCUMENTOS ASSINADOS EM BRANCO" – PROVA – TESTEMUNHA ÚNICA – Ainda que se admita que o depoimento de uma única testemunha não é fato que por si só comprometa a prova oral, deve o testemunho se dar de forma segura e convincente, ainda mais quando se pretenda desconstituir prova documental assinada pelo reclamante. (TRT 3ª R. – RO 15122/01 – 5ª T. – Rel. Juiz Emerson José Alves Lage – DJMG 09.02.2002 – p. 32)

HORAS EXTRAS – DIFERENÇAS – ÔNUS DO RECLAMANTE – Tendo o reclamante reconhecido a correção das anotações de ponto quanto ao horário de entrada e saída, e restando demonstrado o pagamento de inúmeras horas extras nos recibos juntados, é ônus do obreiro apontar as diferenças de horas extras existentes. De sorte que, se deixou de apresentar demonstrativo, ainda que exemplificativo, da existência de horas extras impagas durante a fase instrutória, deve o pedido ser indeferido inequivocamente. Recurso conhecido e não provido neste aspecto. (TRT 15ª R. – Proc. 14997/00 – (15520/02) – 1ª T. – Rel. Juiz Lorival Ferreira dos Santos – DOESP 22.04.2002 – p. 46)

LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ – CARACTERIZAÇÃO – Considerando que todas as matérias ventiladas no agravo de petição não integraram os embargos à execução, restam caracterizada a inovação recursal e a hipótese de interposição de recurso com caráter manifestamente protelatório. (TRT 12ª R. – AG-PET . 8069/2001 – (02585/2002) – Florianópolis – 1ª T. – Relª Juíza Lourdes Dreyer – J. 13.03.2002)

PARTES CIENTES DA DATA DESIGNADA PARA JULGAMENTO. ADIAMENTO. DESNECESSIDADE DE NOVA INTIMAÇÃO. INÍCIO DO PRAZO RECURSAL. Estando as partes devidamente intimadas da data designada para o julgamento e sendo ela adiada, não se faz necessária nova intimação, pois é ônus da parte zelar pelo correto andamento do processo diligenciando nos autos, na data designada, a fim de tomar conhecimento do teor da decisão. Inteligência da Súmula n. 197 do c. TST. In casu, não se conhece dos recursos ordinários interpostos pelas partes, porquanto estavam cientes da nova data designada para o julgamento, qual seja, 28.11.07, a partir da qual iniciou-se a contagem do prazo para a interposição de eventuais apelos, expirando-se o prazo em 06.12.07 (quinta-feira), daí porque intempestivos os recursos protocolizados apenas em 07.12.07 e 10.12.07, respectivamente. (TRT23. RO - 00839.2006.086.23.00-2. Publicado em: 03/04/08. 1ª Turma. Relator: DESEMBARGADOR ROBERTO BENATAR)

PENHORA DE TÍTULOS DE CRÉDITO CONTIDOS NO COFRE DE FAMÍLIA. ACOMPANHAMENTO DE FORÇA POLICIAL SE NECESSÁRIO. INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 662 E 672 DO CPC. O art. 672 do CPC dispõe que a penhora de título de crédito se dá através de sua apreensão. No caso concreto, a declaração de bens da sócia da executada indica a existência de títulos da dívida pública no cofre da família. Assim, cabe ao juiz, a fim de tornar efetiva a entrega da prestação jurisdicional, proceder à constrição desses títulos através de oficial de justiça, acompanhado de força policial, se necessário, com fulcro no art. 662 do CPC. (TRT/SP - 01590199406002000 - AP - Ac. 8aT 20090618658 - Rel. Silvia Almeida Prado - DOE 25/08/2009)







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