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Acidente De Trabalho Responsabilidade Civil Fato De Terceiro

Jurisprudência - Direito do Trabalho

ACIDENTE DE TRABALHO. RESPONSABILIDADE CIVIL. FATO DE TERCEIRO. EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. Para o surgimento do dever de indenizar decorrente da responsabilização civil subjetiva, devem restar caracterizados os seguintes requisitos: a) a ação ou omissão do agente; b) relação de causalidade; c) existência de dano; d) dolo ou culpa do agente. Por outro lado, o parágrafo único do art. 927 do CC prevê que a reparação do dano independerá de culpa nos casos previstos em lei ou quando a atividade desenvolvida pelo autor do prejuízo oferecer, por sua natureza, riscos aos direitos alheios. Todavia, a responsabilidade civil não se caracteriza quando verificada qualquer das excludentes do nexo causal, tais como fato de terceiro, caso fortuito, força maior e culpa exclusiva da vítima. Demonstrado nos autos que o acidente de trabalho que vitimou o Autor ocorreu por fato de terceiro, incabível a reparação civil pelo empregador. Recurso a que se nega provimento. (TRT23. RO - 00384.2011.081.23.00-0. Relator DESEMBARGADORA MARIA BERENICE. Órgão julgador 2ª Turma. Publicado em 23/01/12)

ACIDENTE DE TRABALHO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. ÔNUS PROBATÓRIO. Compete ao Reclamante demonstrar nos autos o alegado ato ilícito, pretensamente perpetrado pelo empregador, viabilizando, pois, a imposição da condenação e o conseqüente deferimento das indenizações pleiteadas. Indemonstrado aquele e assim também o dano decorrente e os correspondentes liame causal e culpa patronal, não se há falar na respectiva responsabilização e em indenização por danos quaisquer tampouco. Recurso ao qual se nega provimento. (TRT23. RO - 00920.2007.021.23.00-8. Publicado em: 02/04/08. 2ª Turma. Relator: DESEMBARGADORA MARIA BERENICE)

AGRAVO DE INSTRUMENTO. FORMAÇÃO. CÓPIAS OBRIGATÓRIAS E ÚTEIS À SOLUÇÃO DA CONTROVÉRSIA. IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO EM DILIGÊNCIA. "As partes promoverão a formação do instrumento do agravo de modo a possibilitar, caso provido, o imediato julgamento do recurso denegado". Incidência do art. 897, parágrafo 5º, inciso II da CLT. (TRT/SP - 00951200831902015 - AI - Ac. 4ªT 20090767505 - Rel. Sérgio Winnik - DOE 25/09/2009)

NORMA COLETIVA (EM GERAL) EXTENSÃO 1 – AÇÃO DE CUMPRIMENTO – EXTENSÃO – CATEGORIA X FILIADOS – COMPREENSÃO – A ação de cumprimento de cláusula convencional deve ser entendida na conformidade do comando que emerge do inciso III do art. 8º da Constituição. Se o sindicato defende direitos individuais da categoria como um todo, significa que em questão judicial sua representação não se restringe aos associados. 2. Devido processo legal. Inteligência. O processo constitui apenas a instrumentalização que se dá às partes para conduzirem suas razões até que se dê a justa prestação jurisdicional. O devido processo legal assegura o contraditório e o amplo direito de defesa (CF, art. 5º, LV), não comportando armadilhas capazes de por si só inviabilizar a reparação do direito lesado ou de sua desqualificação diante da defesa produzida. 3. Exibição de documentos. Propriedade. A exibição de documentos pode ser requerida como medida preparatória da ação a ser ajuizada (CPC, art. 844, II) e, por conseguinte, também, introdutoriamente na própria ação (CPC, art. 358, I). Revela-se, pois, despropositado exigir do autor que assim aparelha a ação, provar aquilo que é da ciência da parte contrária e que se vincula aos documentos cuja exibição requereu. (TRT 2ª R. – RO 20010025680 – (20020075965) – 8ª T. – Rel. Juiz Jose Carlos da Silva Arouca – DOESP 05.03.2002)

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – Impõe-se acolher os embargos de declaração quando constatada a existência de contradição no acórdão. (TRT 12ª R. – ED . 3982/2001 – (01698/2002) – Florianópolis – 2ª T. – Rel. Juiz João Cardoso – J. 05.02.2002)

AÇÃO ANULATÓRIA - IMPROCEDÊNCIA. Restou provado nos autos que os recorrentes estavam cientes dos atos expropriatórios, não interpondo tempestivamente embargos de terceiro. Ademais, o magistrado de origem reconheceu válida a arrematação em hasta pública, não se podendo falar em anulação do ato jurídico, haja vista não ter sido procedido o registro no Cartório de Registro de Imóveis do bem arrematado, não irradiando, assim, efeitos contra terceiros. Dessa forma, tem-se que a r. decisão que julgou improcedente a Ação Anulatória merece ser mantida por seus próprios e jurídicos fundamentos. Recurso Ordinário não provido. (TRT23. RO - 00139.2007.002.23.00-5. Publicado em: 02/04/08. 1ª Turma. Relator: JUÍZA CONVOCADA ROSANA CALDAS)

JUSTA CAUSA. COMETIMENTO DE FALTA GRAVE. ÕNUS DA PROVA. AUSÊNCIA DE PROVAS. A ocorrência de falta do empregado que justifique a resolução do contrato de trabalho deve ser comprovada pelo empregador, a quem cabe o ônus da prova, a teor do art. 818 da CLT, c/c art. 333, I e II, do CPC. Da análise do conjunto probatório produzido nos autos, conclui-se que a empresa não se desvencilhou do ônus de demonstrar cabalmente os fatos narrados em contestação. Recurso a que se nega provimento. ESTABILIDADE GESTANTE. A reclamação trabalhista foi protocolizada em 08.06.2007 e a demissão ocorreu em 26.03.2007. Estando a Reclamante já grávida de oito meses, quando da demissão, o único fato pelo qual a empresa pretende isentar-se do pagamento da indenização é a alegada prática de justa causa. Extrai-se da norma contida no art. 10, II, 'b', do ADCT, que o fato gerador da estabilidade provisória é a confirmação da gravidez, vez que, antes disso, goza o Empregador de seu direito potestativo de dispensar a Empregada, sem justa causa. Restou incontroverso no feito que o contrato de trabalho foi rescindido por iniciativa do empregador em 26.03.2007, com base em justa causa não demonstrada nos autos posteriormente, tendo a Reclamante juntado Atestado Médico, firmado em 12.04.2007, comunicando que naquela data a obreira contava com cerca de 32 semanas de gestação. Assim, embora a confirmação da gravidez por atestado médico tenha ocorrido após a dispensa, ante o adiantado estado da gravidez quando da dispensa, tal fato era notório, razão pela qual faz jus à indenização do período da estabilidade provisória. Recurso a que se nega provimento. DANO MORAL. INQUÉRITO ADMINISTRATIVO E DESPEDIDA POR JUSTA CAUSA. INEXISTÊNCIA. Para responsabilizar o empregador pela prática de ato passível de gerar indenização por dano moral, imperativa a comprovação da existência do ato ofensor e do dano, bem como do nexo causal entre referido ato e o dano experimentado pela parte ofendida. Inexistindo tal demonstrativo, descabe a indenização perseguida. Frise-se que a simples apuração por parte da Reclamada, mediante inquérito administrativo interno, da responsabilidade dos fatos narrados por terceiros, por si só, atos atentatórios ao seu patrimônio moral que possam ser classificados como sendo de assédio moral e que devessem, portanto, ser reparados monetariamente. Registre-se, ainda, que a despedida por justa causa está autorizada pela legislação trabalhista, não importando sua aplicação por parte da empregadora em violação que atraia a indenização por dano moral. Recurso a que se nega provimento, no particular. (TRT23. RO - 00729.2007.002.23.00-8. Publicado em: 18/04/08. 2ª Turma. Relator: DESEMBARGADORA LEILA CALVO)






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