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Embargos De Terceiro Fraude À Execução Alienação De Bem Do

Jurisprudência - Direito do Trabalho

EMBARGOS DE TERCEIRO. FRAUDE À EXECUÇÃO. ALIENAÇÃO DE BEM DO SÓCIO ANTES DE DESCONSTITUÍDA A PERSONALIDADE JURÍDICA DA EMPRESA. INEXISTÊNCIA DE CONLUIO ENTRE O SÓCIO ALIENANTE E O ADQUIRENTE. Não se considera fraude à execução a alienação de bem imóvel do sócio enquanto não direcionada a execução contra o patrimônio particular deste. In casu, não se cogita fraude à execução, pois a alienação do bem particular do sócio ocorreu em momento que ainda tal sócio não constava no pólo passivo dos autos principais, vindo a integrar aquela lide tempos depois. Acrescente-se que à época da mencionada alienação, conforme registrado na sentença, o executado nos autos principais não era insolvente, ou seja, possuía outros imóveis a satisfazer a execução. Sem indícios da existência de conluio entre o sócio alienante e a adquirente do imóvel com o fim de inviabilizar a execução contra a empresa, mantém-se inalterada a sentença de origem que acolheu os embargos de terceiro aviados, liberando da constrição o imóvel objeto da penhora. (TRT23. AP-01610.2011.021.23.00-7. 1ª Turma. Relator DESEMBARGADOR OSMAIR COUTO. Publicado em 09/05/12)

PRESCRIÇÃO - INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS - ACIDENTE DE TRABALHO. Na espécie em comento, tendo em vista que a presente ação foi ajuizada em 26/02/2013 , isto é, após a entrada em vigor do novo Código Civil (janeiro de 2003), é o caso de observância da regra de três anos prevista no artigo 206. Considerando as alegações exordiais no sentido de que o obreiro é portador de doença profissional e que a reclamada deixou de emitir a CAT, não comunicando ao INSS a ocorrência de doença ocupacional ou seu agravamento em decorrência das funções exercidas, há que se considerar como data da ciência o desligamento do autor da empresa, isto é, 13/12/2010 .Tendo em vista a data da propositura da presente ação (26/02/13), não houve o transcurso do prazo prescricional, o qual só findaria em 13/12/13. (TRT da 3.ª Região; Processo: 00198-2013-156-03-00-0 RO; Data de Publicação: 10/02/2014; Órgão Julgador: Quinta Turma; Relator: Convocado Milton V.Thibau de Almeida; Revisor: Lucilde D Ajuda Lyra de Almeida)

INQUÉRITO JUDICIAL PARA APURAÇÃO DE FALTA GRAVE – ATOS DE IMPROBIDADE E MAU PROCEDIMENTO NÃO CONFIGURADOS – As acusações contidas no bojo do inquérito judicial devem ser robustamente provadas no decorrer da instrução, a teor do contido no artigo 333, I, do CPC. Considerando-se que uma das faltas imputadas ao requerido consubstancia-se em ato de improbidade, deve haver prova inconteste acerca de tal assertiva, eis que as conseqüências advindas da prática dessa falta grave reflete não apenas na seara trabalhista, mas também na esfera penal maculando toda a vida funcional do empregado. Não comprovadas as alegações formuladas pelo requerente, correta a instância vestibular que julgou improcedente o inquérito ajuizado. Recurso conhecido e não provido. (TRT 10ª R. – RO 2672/2001 – 2ª T. – Relª Juíza Flávia Simões Falcão – DJU 25.01.2002 – p. 29/53)

Juros de mora. Débito resultante de responsabilid ade subsidiária, implicando a inexistên-cia de condenação imposta à Fazenda Pública para pagamento de verbas remun eratórias devidas a servidores e empregados públicos. Ina plicabilidade do art. 1o-F da Lei no 9.494/97, incidindo juros de mora a razão de 1% ao mês (Lei no 8.177/91, art. 39, parágrafo 1o). (TRT/SP - 02065200330102000 - RE - Ac. 6aT 20090652210 - Rel. Rafael Edson Pugliese Ribeiro - DOE 28/08/2009)

DOCUMENTOS AUTENTICAÇÃO – Cópias de documentos que devem atender a exigência do art. 830 da CLT. Documentos unilateralmente produzidos devem ser exibidos em Juízo no original ou em cópia autêntica, em observância ao disposto no art. 830 da CLT. Não se trata de mera formalidade, mas de expediente legal destinado a garantir supedâneo seguro às decisões. (TRT 2ª R. – RO 20010248190 – (20020125628) – 4ª T. – Rel. Juiz Paulo Augusto Câmara – DOESP 15.03.2002)

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Incabível embargos de declaração cuja finalidade é o reexame do mérito do recurso. Rejeita-se os embargos de declaração opostos. (TRT23. EDRO - 00359.2006.036.23.00-5. Publicado em: 25/04/08. 2ª Turma. Relator: DESEMBARGADOR OSMAIR COUTO)

REFLEXOS DO SALÁRIO "IN NATURA". ALIMENTAÇÃO. Para que uma utilidade proporcionada pelo empregador tenha natureza salarial é necessário que seja fornecida pelos serviços prestados, ou seja, como forma de contraprestação. No caso vertente, a refeição oferecida ao reclamante não pode ser caracterizada como "plus" salarial, mas benefício social, eis que fornecida no próprio local de trabalho e, sendo assim, o benefício tem caráter de ajuda de custo e, como tal, sua natureza é indenizatória e não salarial, não se justificando qualquer integração. Acrescente-se, por oportuno, que no Acordo Coletivo de Trabalho firmado entre as partes restou ressalvado que o benefício não teria natureza salarial. Portanto, a alimentação fornecida no local de trabalho não se incorporava ao salário, sendo indevida sua repercussão nas demais verbas de índole salarial. Sentença mantida. HORAS EXTRAS. MINUTOS RESIDUAIS. PREVISÃO NORMATIVA. A cláusula coletiva na qual restou convencionado que os minutos que antecederiam ou sucederiam a jornada de trabalho, até o limite de quinze diários, não seriam considerados extraordinários, não encontra amparo legal, pois a CLT estabelece o limite máximo diário de dez minutos (artigo 58, parágrafo 1o). Portanto, referida cláusula não é apta a produzir qualquer efeito legal. Sentença mantida. (TRT/SP - 00340200625502008 - RO - Ac. 2aT 20090582270 - Rel. Odette Silveira Moraes - DOE 18/08/2009)







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