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Fgts Atualização Monetária Uma Vez Pleiteados Em Juízo

Jurisprudência - Direito do Trabalho

FGTS - ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA - Uma vez pleiteados em juízo pelo empregado, os valores de FGTS não depositados pelo empregador no curso do pacto laboral, constituem débito trabalhista. Por esta razão, devem ser atualizados pelos mesmos índices de correção monetária aplicáveis aos créditos trabalhistas em geral. As tabelas de coeficientes de juros e atualização monetária expedidas pelas CEF, que é o órgão gestor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, são aplicáveis apenas em seu âmbito administrativo, para apuração dos valores dos depósitos em atraso efetuados em contas vinculadas. Sendo assim, os índices a serem considerados são aqueles correspondentes à atualização dos créditos trabalhistas, constantes das tabelas de atualização monetária utilizadas pela Justiça do Trabalho. (TRT da 3.ª Região; Processo: AP - 1210/05; Data de Publicação: 25/06/2005; Órgão Julgador: Quarta Turma; Relator: Luiz Otavio Linhares Renault; Revisor: Fernando Luiz G.Rios Neto)

ACIDENTE DE TRABALHO - PERÍODO ESTABILITÁRIO - INDENIZAÇÃO - Restou demonstrado nos autos que o Reclamante sofreu acidente do trabalho, mesmo porque a Reclamada não contestou tal fato, bem como que recebeu auxílio-doença, ficando afastado por período superior a 15 dias, ou seja, de 22.11.07 até 10.02.08. O art. 118 da Lei 8.213/91 assegura ao empregado que sofreu acidente de trabalho o direito de não ser dispensado durante doze meses após a cessação do auxílio-doença acidentário, possibilitando-lhe, assim, o direito à manutenção do seu contrato de trabalho. Não obstante a norma legal retrocitada resguardar a garantia do emprego e não a compensação patrimonial do trabalhador no período da estabilidade provisória, na hipótese, ainda que não tenha sido pleiteada a reintegração no emprego, a situação merece tratamento diferenciado, pois é fato incontroverso nos autos que houve apenas o encerramento do estabelecimento da empresa no município de Tangará da Serra/MT, local onde o Obreiro fora contratado e não a extinção da empresa como quer fazer crer a Recorrente. Dessa forma, o mero encerramento das atividades da empresa no local de prestação de serviços do Reclamante não se constitui óbice ao deferimento da indenização do período de estabilidade acidentária a que tem direito o Demandante. Dessa feita, plenamente cabível, neste caso, a indenização pretendida pelo Reclamante, razão pela qual mantenho a sentença que deferiu o pagamento dos salários correspondentes aos nove meses restantes do período da estabilidade acidentária. Nego provimento. (TRT23. RO-01240.2008.051.23.00-4. 2ª Turma. Relator DESEMBARGADORA LEILA CALVO. Publicado em 13/11/09)

Penhora em conta conjunta, sendo um dos correntistas sócio da empresa demanda. Validade. O numerário existente em conta bancária conjunta, em que há solidariedade entre os correntistas, pode, em sua totalidade, ser objeto de constrição judicial, para garantia de execução ajuizada contra um deles, salvo se o outro correntista, não sendo sócio da empresa executada, provar a origem dos valores que alega serem seus depositados na conta. (TRT/SP - 01678200844402001 - AP - Ac. 6ªT 20090847460 - Rel. Luiz Edgar Ferraz de Oliveira - DOE 09/10/2009)

MULTA DO ART. 477, §8º DA CLT – ENTIDADE PÚBLICA – A entidade empregadora, ainda que pública, deve ter o mínimo de organização administrativa e previsão orçamentária para antever situação como a retratada nos autos. Não pode ser mesmo crível que o IESP espere que o trabalhador, antes de pedir sua aposentadoria, aguarde a inclusão de verba específica no orçamento da entidade pública, para que possa então receber as verbas decorrentes da rescisão contratual". Apelo a que se nega provimento. (TRT 17ª R. – RO 3780/2000 – (1712/2002) – Rel. Juiz José Carlos Rizk – DOES 01.03.2002)

IMPOSTO DE RENDA – EXTINÇÃO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA COM O RECOLHIMENTO – DISCUSSÃO SUPERVENIENTE SOBRE A ISENÇÃO EM FAVOR DO EXEQÜENTE – PAGAMENTO DO VALOR DIRETAMENTE A ESTE – INEXIGIBILIDADE – Extingue-se a obrigação tributária relativa ao imposto de renda incidente sobre os créditos trabalhistas com o recolhimento do respectivo valor pela executada (responsável), da qual nada mais é exigível, ainda que sobrevenha discussão acerca de isenção em favor do exeqüente (contribuinte). (TRT 12ª R. – AG-PET 7617/2001 – 1ª T. – (00851/2002) – Relª Juíza Sandra Márcia Wambier – J. 07.01.2002)

NÃO HAVENDO OMISSÃO A SER DECLARADA NO ACÓRDÃO HOSTILIZADO, TEMOS QUE OS EMBARGOS DEVEM SER REJEITADOS – Aplica-se multa, nos termos do art. 538, parágrafo único, do CPC. (TRT 11ª R. – RO 2101/2000 – (746/2002) – Rel. Juiz Othílio Francisco Tino – J. 07.02.2002)

HORAS EXTRAS – FATO EXTRAORDINÁRIO E CONSTITUTIVO DO DIREITO DO AUTOR – AUSÊNCIA DE PROVA SEGURA – PEDIDO INDEFERIDO – Cabe ao autor provar o fato constitutivo do seu direito quanto ao labor extraordinário, a teor do art. 818, da CLT, c/c art. 333, inc. I, do CPC. Não se desincumbido satisfatoriamente do ônus que lhe cabia, deve ser mantida a r. decisão que julgou improcedentes as horas extras pleiteadas. (TRT 14ª R. – RO 0849/01 – (0310/02) – Rel. Juiz Pedro Pereira de Oliveira – DJRO 25.04.2002)







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