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Jurisprudência - Direito do Trabalho

RESCISÃO INDIRETA. ATRASO NO PAGAMENTO DE SALÁRIOS. O reiterado atraso no pagamento dos salários justifica a despedida indireta, pela incidência do art. 483, d , da CLT. Caso em que é evidente o descumprimento de obrigação contratual por parte da reclamada, ao deixar de adimplir tempestivamente os salários devidos, de inequívoca natureza alimentar. Recurso ordinário da reclamada desprovido. (TRT4. RO 0053700-86.2009.5.04.0017. 7ª Turma. Relatora Flávia Lorena Pacheco. Data 04/08/2010)

Da remuneração. Mandado de Constatação. A certidão emitida pelo Sr. Oficial de Justiça tem fé pública, não podendo ser refutada por meros argumentos que demonstram apenas inconformismo genérico. Horas extras e descanso semanal remunerado. O trabalho aos domingos não foi comprovado e quanto à jornada noturna, a reclamada efetuava o pagamento de "pernoite e diária". Se de fato o autor pernoitava no veículo, o fazia por sua própria sorte, não cabendo qualquer ônus à reclamada. Férias não gozadas. Inovação recursal. A matéria sequer foi debatida no Juízo Singular. Recurso Ordinário a que se nega provimento. (TRT/SP - 00085200646202008 - RO - Ac. 10aT 20090348111 - Rel. Marta Casadei Momezzo - DOE 26/05/2009)

EMBARGOS DE TERCEIRO – DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA – Tendo a reclamante prestado serviços a ambos os sócios e não tendo a empresa executada demonstrado capacidade financeira para suportar a obrigação, deve ser invadido o patrimônio pessoal dos sócios até que seja satisfeita a obrigação. No presente caso, a não distinção entre o sócio-gerente e outro sócio se faz não só pelo locupletamento de ambos pelos serviços prestados, mas também porque, aplicando-se com ressalvas o Decreto 3.708/1919 às sociedades civis, deve indenizar aquele que causou dano a outrem, notadamente quando o próprio contrato social estipula expressamente que ambos os sócios são responsáveis pelas obrigações assumidas. (TRT 17ª R. – AP 638/2001 – (214/2002) – Rel. Juiz Helio Mário de Arruda – DOES 15.01.2002)

SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. EMPREGADO PÚBLICO CELETISTA. DISPENSA. MOTIVAÇÃO JURÍDICA. DESNECESSIDADE. A dispensa de forma discricionária, sem a observância dos procedimentos administrativos, sofre vedação apenas para os casos em que o empregador seja ente da administração direta, autárquica ou fundacional. A Sociedade de Economia Mista tem sua atuação disciplinada pelas regras do regime jurídico próprio das empresas privadas, conforme preconiza o art. 173, parágrafo 1o, II, da Constituição Federal. Exegese da Súmula 390 II e OJ 247 da SDI-1, ambas do TST. Como regra geral, a resilição do contrato independe de motivação; o sancionamento a que está submetido o empregador está explicitado no art. 477, "caput" da CLT. (TRT/SP - 01916200705202000 - RO - Ac. 8aT 20090593248 - Rel. Rovirso Aparecido Boldo - DOE 18/08/2009)

EXECUÇÃO – RECURSO – AGRAVO DE PETIÇÃO – DELIMITAÇÃO DO VALOR – AUSÊNCIA NÃO CONHECIMENTO – Além da matéria, a delimitação do valor a ela correspondente é pressuposto específico de admissibilidade do agravo de petição (CLT, art. 897, § 1º). Irrelevante, em regra, a matéria discutida. Ainda que limitando-se à correção monetária, a lei exige a precisa quantificação dos valores controvertidos, dada a evidência do seu propósito: prosseguimento da execução pelo remanescente. (TRT 2ª R. – AP 20010427656 – (20010808773) – 1ª T. – Rel. Juiz Eduardo de Azevedo Silva – DOESP 15.01.2002)

GARANTIA DE EMPREGO – PRÉ-APOSENTADORIA – NÃO-CABIMENTO – Restando comprovado que o trabalhador implementou tempo de serviço para gozo da aposentadoria, não lhe assiste direito à garantia de emprego pré-aposentadoria", prevista em norma coletiva da categoria. (TRT 15ª R. – RO 14572/2000 – Rel. Juiz Luiz Antônio Lazarim – DOESP 28.01.2002)

AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DE PENHORA. INFORMALIDADE. A penhora consiste na apreensão de valores, direitos ou bens do executado, em garantia da execução, sendo certo que quaisquer atos tendentes à concretização desse desiderato, ainda que o juiz não o diga com todas as letras, consiste em penhora, a qual não possui forma prescrita em lei. O fato do ato judicial de penhora não ter sua forma pré-estabelecida, sob pena de nula, em lei, torna-o informal, daí não haver na decisão, ora agravada, debate sobre a aludida forma legal, repita-se, por inexistente. Assim, na hipótese, conclui-se que o juiz está livre para escolher a forma que melhor aprouver para realização desse ato processual, v.g., optando pelo envio ou não de carta precatória como meio de sua perfectibilização. Mantenho incólume a decisão agravada e nego provimento ao agravo regimental. (TRT23. AGMS - 00033.2008.000.23.00-0. Publicado em: 30/04/08. Tribunal Pleno. Relator: DESEMBARGADOR ROBERTO BENATAR)







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