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Embargos De Declaração Ausência Na Decisão Embargada De

Jurisprudência - Direito do Trabalho

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – AUSÊNCIA NA DECISÃO EMBARGADA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – EMBARGOS REJEITADOS – Rejeita-se os embargos de declaração quando a decisão embargada não contém nenhuma das hipóteses previstas no art. 535 do CPC, quais sejam, contradição, obscuridade ou omissão. (TRT 14ª R. – ED-REXOFF-RO 0769/2001 – (0082/02) – Rel. Juiz Pedro Pereira de Oliveira – DJRO 28.02.2002)

RECURSO DA RECLAMADA. DANO MORAL. CONDUÇÃO DO EMPREGADO À DELEGACIA DE POLÍCIA PARA DEPOR SIMULTÂNEAMENTE AO REGISTRO DA OCORRÊNCIA. FATO DE CONHECIMENTO DA RECLAMADA DESDE O DIA ANTERIOR. TENTATIVA DE FLAGRAR O EMPREGADO EM CONDUTA CRIMINOSA QUE SE PENSAVA ESTAR PRATICANDO. DESISTÊNCIA DO PLANO ORIGINAL. ABORDAGEM DO EMPREGADO DURANTE O SERVIÇO DEIXANDO SUBENTENTIDA A SUA CULPA. ABUSO DE DIREITO. DANO MORAL CONFIGURADO. A reclamada, tendo conhecimento de que alguém estava tentando desviar mercadorias que foram carregadas no caminhão em que o reclamante trabalhava, montou esquema para vigiá-lo, verificando a quem seria entregue a mercadoria. Contudo desistiu de observar o comportamento do reclamante e resolveu abordá-lo, conduzindo-o à delegacia para depor como se fosse culpado. O dano, neste caso, não decorreu do simples fato de o reclamante prestar depoimento junto à polícia no inquérito policial instaurado para apurar a tentativa de furto, mas na forma como a reclamada procedeu, pois já sabia que o caminhão do reclamante estava carregando a mercadoria que supostamente estava sendo desviada desde o dia anterior, deixou o reclamante sair para efetuar as entregas no dia seguinte, abordando-o durante o serviço para comprovar o que já sabia, fazendo-o crer, em razão da forma como procedeu a abordagem, que era culpado pelo desvio da mercadoria, conduzindo o reclamante para depor, na ocorrência que iria registrar. Dano moral configurado. Recurso patronal improvido. RECURSO ADESIVO DO RECLAMANTE. MULTA DO ART. 477 DA CLT. RECUSA DO RECLAMANTE EM RECEBER O VALOR DA RESCISÃO. DISCORDÂNCIA QUANTO À RAZÃO DE TERMINAÇÃO DO VÍNCULO. CAUSA INJUSTIFICADA. MULTA INDEVIDA. Quando o empregado não concorda com os termos da rescisão contratual, basta que registre, durante o ato de homologação, ressalva sobre os pontos com os quais não concorda, para que possa pleitear em juízo as diferenças. A recusa em receber os valores do TRCT por não concordar com a forma de rompimento do vínculo não é justificada. Se o valor rescisório foi disponibilizado no prazo legal, a causa da mora foi a recusa do reclamante em recebê-lo, não sendo devida a multa do art. 477 da CLT. Recurso improvido. DESCONTOS INDEVIDOS. GARRAFAS BICADAS. DANOS AO PATRIMÕNIO DO EMPREGADOR. CULPA DO EMPREGADO. ART, 462, § 1º, DA CLT. O empregador está autorizado a descontar o valor dos prejuízos causados pelo empregado, decorrente de ato culposo deste, desde que essa possibilidade tenha sido prevista (acordada) no contrato de trabalho. A simples autorização para desconto, sem respaldo no contrato de trabalho, não serve como elemento justificador do desconto. Recurso adesivo parcialmente provido. (TRT23. RO - 00761.2007.007.23.00-5. Publicado em: 25/04/08. 2ª Turma. Relator: DESEMBARGADOR OSMAIR COUTO)

FGTS – PRESCRIÇÃO – MODIFICAÇÃO DO REGIME JURÍDICO – ENUNCIADO Nº 362 DO E. TST – A transferência do regime jurídico de celetista para estatutário implica em extinção do contrato de trabalho, fluindo o prazo da prescrição bienal a partir da mudança de regime. Considerando-se a extinção, de se aplicar os termos do Enunciado nº 362 do E. TST, que prevê o prazo prescricional de dois anos para reclamar em Juízo o não recolhimento da contribuição do FGTS. Após o decurso desse prazo é que se estabelece o prazo de trinta anos de que fala o Enunciado nº 95 do mesmo E. Tribunal. (TRT 15ª R. – Proc. 30835/00 – (11463/02) – 5ª T – Relª Juíza Eliana Felippe Toledo – DOESP 18.03.2002 – p. 77)

HORAS EXTRAS – PROVA TESTEMUNHAL – Restando provado pelas testemunhas do Reclamante o labor excessivo, devem ser deferidas as horas extras sobre todo o período laborado. Recurso improvido. (TRT 11ª R. – RO 2423/2000 – (122/2002) – Rel. Juiz José dos Santos Pereira Braga – J. 07.02.2002)

IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS. PRECLUSÃO. Aberto à executada prazo para impugnação fundamentada ao cálculo apresentado pelo exequente, nos termos do artigo 879, parágrafo 2o, da CLT, cabia à agravante apresentar o seu inconformismo naquele momento processual, o que não ocorreu. Logo, por silente, operou-se a preclusão. (TRT/SP - 01928200548202007 - AP - Ac. 2aT 20090114110 - Rel. Odette Silveira Moraes - DOE 24/03/2009)

FALTA GRAVE – Comprovado de forma incontestável o cometimento de falta grave pelo empregado, lícita é a rescisão contratual levada a efeito por justa causa. (TRT 12ª R. – RO-V . 7939/2001 – (02870/2002) – Florianópolis – 1ª T. – Rel. Juiz Garibaldi T. P. Ferreira – J. 20.03.2002)

HORAS EXTRAS. PROVA DOCUMENTAL. Registros de ponto invalidados por robusta prova oral, no sentido de que os horários de saída não correspondem às jornadas efetivamente trabalhadas, não detêm valor probante. Portanto, independentemente das testemunhas convidadas pelo reclamante terem confirmado as sobrejornadas declinadas na exordial, são devidas as extras pleiteadas, consoante regras do ônus probatório insculpidas nos artigos 818 da CLT e 333 do CPC. No mesmo sentido, jurisprudência e doutrina majoritárias, esta última representada pela Súmula no 338 do C. TST. (TRT/SP - 00235200907102004 - RS - Ac. 4aT 20090638586 - Rel. Paulo Augusto Camara - DOE 28/08/2009)







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