Diciona

Recurso Ordinário Subscrito Por Quem Não Comprovou A Condição De

Jurisprudência - Direito do Trabalho

RECURSO ORDINÁRIO SUBSCRITO POR QUEM NÃO COMPROVOU A CONDIÇÃO DE PROCURADOR MUNICIPAL. NÃO-INCIDÊNCIA DA OJ N. 52 DA SBDI-1 DO COLENDO TST. IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO. NÃO-CONHECIMENTO DO APELO. Embora a Orientação Jurisprudencial n. 52 da SBDI-1 do col. TST tenha estendido, no âmbito do judiciário trabalhista, a União, Estados, Municípios e ao Distrito Federal a prerrogativa prevista no art. 9º da Lei n. 9.469/97, que dispensa a apresentação do instrumento de mandato pelos procuradores ou advogados ocupantes de cargos efetivos nos quadros das autarquias e fundações públicas que representam, é essencial que esteja comprovado nos autos sua nomeação para o aludido cargo, sem o que se faz obrigatória a juntada de instrumento de procuração por aquele que subscreve o recurso. Recurso ordinário que não se conhece. (TRT23. RO - 01020.2007.031.23.00-5. Publicado em: 04/04/08. 1ª Turma. Relator: DESEMBARGADOR ROBERTO BENATAR)

HORAS EXTRAS – PROVA – Comprovado o labor em horário extraordinário, impõe-se o pagamento de horas extras. Recurso parcialmente provido. (TRT 14ª R. – RO 0484/01 – (0298/02) – Prolª Juíza Flora Maria Ribas Araujo – DJRO 19.04.2002)

HORAS EXTRAS – DEFESA – CONTRADIÇÃO – Ao dizer, a reclamada, que o obreiro laborava em jornada fixada e, ao mesmo, opor as exceções do art. 62 da CLT como fatos impeditivos à pretensão de pagamento por horas extras, incidiu em contradição que inviabiliza a defesa. Isso porque ou o obreiro tinha limites horários fixados e os observava, ou não estava sujeito à estipulação de jornada de trabalho em função das atividades exercidas. (TRT 10ª R. – RO 2329/2001 – 2ª T. – Relª Juíza Flávia Simões Falcão – DJU 25.01.2002 – p. 29/53)

COOPERATIVAS DE CRÉDITO. EQUIPARAÇÃO À INSTITUIÇÃO BANCÁRIA. A cooperativa de crédito que exerce atividades nitidamente bancárias, prestando à comunidade em geral os serviços típicos de um banco, em evidente desvio das funções que lhe são cometidas pela Lei n. 5.764/71, mantendo, inclusive, o mesmo horário de funcionamento das instituições bancárias, a estas se equiparam para fins de aplicação do art. 224 da CLT, consoante jurisprudência do C. TST consubstanciada no Enunciado n. 55. Na hipótese, constatou-se que a Reclamada, mesmo em face das limitações e singularidades a que está submetida pela Lei n. 5.764/71, exercia atividades semelhantes às instituições bancárias, seguindo o mesmo horário de funcionamento destas e estendendo a toda a comunidade os seus serviços, o que permite a sua equiparação aos bancos, com apoio no art. 18, da Lei n. 4.595/64, e, por conseqüência, autoriza a incidência do art. 224 Consolidado aos seus empregados, bem como a incidência das convenções coletivas de trabalho dos bancários. (TRT23. RO 00686.2002.026.23.00-6. Tribunal Pleno. Relator DESEMBARGADOR TARCÍSIO VALENTE, Publicado em: 03/11/03)

ESTÁGIO – PRIMAZIA DA REALIDADE – Malgrado haja colação de documentação que dê aparência de convênio regular para estágio profissionalizante, restou configurado o vínculo empregatício entre as partes, uma vez desrespeitados os requisitos da Lei 6.494/77. Exsurge que a realidade dos fatos demonstra prestação de serviços na forma do art. 3º da CLT, com a existência dos elementos afetos à relação de emprego. Recurso conhecido e improvido. (TRT 19ª R. – RO 01540.2000.006.19.00.3 – Rel. Juiz Severino Rodrigues – J. 22.01.2002)

JUSTA CAUSA. GRADAÇÃO DA PENA. A justa causa, por autorizar a rescisão contratual sem ônus para o empregador, deve ser por ele provada de forma robusta, nos termos dos artigos 818 da CLT e 333, II, do CPC, não gerando a aplicação de pena tão severa a existência de uma discussão calorosa entre o empregado e seu superior acerca de promessas não cumpridas relativas ao contrato de trabalho, mormente quando ausentes outros fatos negativos antecedentes no decorrer do pacto laboral, que perdurou por 16 anos. Recurso a que se nega provimento. (TRT/SP - 02828200500402000 - RO - Ac. 8aT 20090327483 - Rel. Silvia Almeida Prado - DOE 19/05/2009)

ALTERAÇÃO CONTRATUAL IN PEJUS. CONSENTIMENTO DO EMPREGADO. OCORRÊNCIA DE PREJUÍZOS SALARIAIS INDIRETOS E DIFERIDOS. ILEGALIDADE. Nos termos do art.468 da CLT, o consentimento do empregado somente surte efeitos quando da alteração do contrato de trabalho não lhe resultem prejuízos, diretos ou indiretos, e atuais ou diferidos no tempo. Tem-se, no presente caso, a configuração de prejuízos indiretos e diferidos, eis que, embora a implementação do novo plano de cargos e salários, num primeiro momento, não tenha acarretado redução da remuneração total percebida, todavia, trouxe prejuízos indiretos com manifestação futura. Com efeito, as modificações implicaram a redução do salário-base, sobre o qual são calculados os demais títulos contratuais e sobre o qual se dá a incidência de reajustes salariais, para posterior cálculo dos demais consectários legais, o que, à toda evidência, acabou por reduzir o valor dos ganhos do empregado e de seu poder econômico no mercado, violando a garantia legal que veda a alteração contratual in pejus. Recurso obreiro provido, neste tópico. 2. LOCAL DE TRABALHO. ALTERAÇÃO SEM MUDANÇA DE DOMICÍLIO. TRANSFERÊNCIA NÃO CONFIGURADA. O adicional de transferência tem previsão legal para as hipóteses de transferências que não tenham caráter definitivo. Funda-se no princípio da irredutibilidade salarial, posto que o trabalhador, ao mudar seu local de trabalho, com alteração do seu domicílio, passa a ter um gasto adicional com despesas de moradia, entre outras. Na situação dos autos, todavia, indevida a verba eis que a alteração do locus da prestação laboral foi definitiva e nem mesmo implicou mudança de domicílio, não se configurando a hipótese de transferência. Inaplicabilidade do artigo 469, parágrafo 3o da CLT. (TRT/SP - 01424200400202005 - RO - Ac. 4aT 20090312346 - Rel. Ricardo Artur Costa e Trigueiros - DOE 08/05/2009)







Todos os direitos reservados

Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização

Política de Privacidade | Editorial | Contato