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Apelação Cível Ação De Requerimento De Pensão Por

Jurisprudência - Direito Previdenciário

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE REQUERIMENTO DE PENSÃO POR MORTE. FALECIMENTO DE FILHO DA AUTORA. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA DEVIDAMENTE COMPROVADA. RECEBIMENTO DE APOSENTADORIA POR PARTE DO PAI DO DE CUJUS. IRRELEVÂNCIA. SÚMULA 229 TFR E ENUNCIADO 14 DAS TURMAS RECURSAIS DO JUIZADO FEDERAL DE SÃO PAULO. MINORAÇÃO PARA 50% DO VALOR DA PENSÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE AMPARO LEGAL. EXEGESE DO ART. 56 DA LEI ESTADUAL Nº 12.398/98. JUROS MORATÓRIOS. FIXAÇÃO EM 0,5% AO MÊS, NOS TERMOS DO ART. 1º-F DA LEI 9494/97. TERMO INICIAL. CITAÇÃO VÁLIDA. SÚMULA 204 STJ. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS MINORADOS. SUCUMBÊNCIA DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 20 § 4º DO CPC. APELAÇÕES CÍVEIS CONHECIDAS E PARCIALMENTE PROVIDAS.(TJPR - 7ª C.Cível - AC 0494854-9 - Rolândia - Rel.: Des. Francisco Luiz Macedo Junior - Unanime - J. 05.08.2008)

APELAÇÃO CÍVEL. SEGUROS. INVALIDEZ TOTAL PERMANENTE. TRANSTORNO BIPOLAR. APOSENTADORIA CONCEDIDA PELO INSS. INVALIDEZ CONFIGURADA. PRESCRIÇÃO. PRAZO QUE COMEÇA A FLUIR DA NEGATIVA DA SEGURADORA. PROVA PERICIAL. DESCABIMENTO. Não obstante a edição da Súmula nº 229, do Superior Tribunal de Justiça, a jurisprudência e doutrina modernas, têm entendido que o referido prazo prescricional só começa a fluir a partir da data em que a seguradora se recusa ao pagamento do seguro. ALEGAÇÃO DE DOENÇA PREEXISTENTE. NÃO CONFIGURADA MÁ-FÉ DO SEGURADO. AUSÊNCIA DE PREENCHIMENTO DE FORMULÁRIO ACERCA DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE MÁ-FÉ. Inexistência da proposta com as declarações efetivas do segurado quanto ao seu estado de saúde. Cabe à seguradora o ônus da realização de exame prévio de saúde nos futuros segurados, comprovando as informações prestadas, pois responde pelos riscos na contratação do seguro. Deve restar comprovado que a segurada tenha agido com má-fé, pois é presumível sua boa-fé. AFASTARAM A PRELIMINAR E NEGARAM PROVIMENTO AO APELO. (Apelação Cível Nº 70019543354, Sexta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Artur Arnildo Ludwig, Julgado em 18/09/2008)

AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO COMINATÓRIA VISANDO APOSENTADORIA ESPECIAL DE PROFESSOR ESTADUAL - PRETENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA INDEFERIDA - IRRESIGNAÇÃO - AUSÊNCIA DE VEROSSIMILHANÇA NO ALEGADO DIREITO - DEMANDA QUE EXIGE AMPLIFICAÇÃO DO DEBATE COM VISTAS AO JULGAMENTO DO MÉRITO - DESCABIMENTO DA TUTELA ANTECIPADA DIANTE DE DÚVIDAS ACERCA DO DIREITO POSTULADO - MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA - RECURSO DESPROVIDO. 1 - Para a concessão da antecipação de tutela devem estar presentes a verossimilhança da alegação e o fundado receio de dano irreparável. Além disso, tais requisitos devem ser demonstrados por meio de prova inequívoca (art. 273, CPC), assim entendida aquela que não enfrenta qualquer discussão, ou seja, aquela que é manifesta. 2 - Havendo controvérsia sobre o direito alegado, não se justifica a antecipação da tutela, devendo a demanda prosseguir para conhecimento da questão de modo pleno na sentença final.(TJPR - 7ª C.Cível - AI 0406467-7 - Foro Central da Região Metropolitana de Curitiba - Rel.: Juiz Subst. 2º G. Rogério Ribas - Unanime - J. 21.08.2007)

AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. PEDIDO LIMINAR INDEFERIDO. PROVENTOS DE APOSENTADORIA. RETENÇÃO. ILEGALIDADE. PROVIMENTO PARCIAL DO AGRAVO.1. A retenção integral pela instituição financeira dos valores depositados pelo Instituto Nacional do Seguro Social, a título de aposentadoria por invalidez, viola o princípio da razoabilidade, mormente em se tratando de verba de natureza alimentar. Precedente do STJ.2. Caso, inclusive, em que documento judicial (fl. 15) atesta a condição de incapacidade do Agravante, revelando que, face à doença de que é portador (esquizofrenia), necessita de cuidados médicos de trato contínuo, conforme bem realçado pelo parecer ministerial de fls. 61/66.3. Agravo de instrumento a que se dá provimento parcial, para assegurar ao Agravante o recebimento dos valores depositados em sua conta corrente, a título de benefício previdenciário.(AG 2007.01.00.051938-3/MG, Rel. Juiz Federal David Wilson De Abreu Pardo, Sexta Turma,e-DJF1 p.65 de 14/07/2008)

ADMINISTRATIVO - PENSÃO MILITAR - LEI 3.765/60 - MORTE DO FILHO, SOLDADO, SOLTEIRO, SEM FILHOS - EXIGÊNCIAS LEGAIS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO: TEMPO MÍNIMO DE 2 ANOS DE EXERCÍCIO ATIVO (ART. 1º, "b"). RECOLHIMENTO DE 24 CONTRIBUIÇÕES MENSAIS (ART. 16) - CIRCUNSTÂNCIAS ESPECIAIS DE EXCLUSÃO DAS EXIGÊNCIAS: ART. 15, §§ 1º E 2º: MORTE DECORRENTE DE ACIDENTE EM SERVIÇO OU DOENÇA NELE ADQUIRIDA. FERIMENTO, ACIDENTE OU DOENÇA ADQUIRIDA EM OPERAÇÃO DE GUERRA, NA DEFESA OU NA MANUTENÇÃO DA ORDEM INTERNA. NÃO OCORRÊNCIA - NÃO COMPROVAÇÃO DE ACIDENTE EM SERVIÇO - INEXISTÊNCIA DO DIREITO À PENSÃO - APELAÇÃO DESPROVIDA. 1. A sentença, acolhendo a tese da defesa, julgou improcedente o pedido de pensão militar por morte do filho da Autora, Soldado, falecido à 0:45min do dia 08.10.98, vítima de atropelamento, ao argumento de que a morte não decorreu de nenhuma das circunstâncias previstas nos parágrafos 1º e 2º do art. 15 da Lei 3.765/60, quais sejam: acidente em serviço, moléstia adquirida em serviço, ferimento, acidente ou moléstia adquirida em operações de guerra.2. O Estatuto das Pensões Militares - Lei 3.765/60 - estabelece como exigências para a concessão da pensão: tempo mínimo de 2 (dois) anos de efetivo exercício (art. 1º, "b") e recolhimento de 24 (vinte e quatro) contribuições mensais (art. 16). Tendo o militar falecido aos 19 anos de idade e prevendo o art. 1º da lei das pensões ser contribuinte obrigatório do referido benefício, dentre outros, o soldado com mais de dois anos de efetivo serviço, se da ativa, é de se supor não ter o de cujus cumprido aquela exigência. 3. O art. 17 do mesmo Diploma exclui tais exigências, no caso de falecimento em decorrência das circunstâncias especiais previstas nos parágrafos 1º e 2º do art. 15, hipóteses não comprovadas nos autos. 4. Consideradas as razões da sentença para não configuração do acidente em serviço: atropelamento ocorrido à 0:45h, quando o militar trafegava a pé, em companhia de uma senhorita, um dia após a extinção do destacamento da cidade de Grajaú. Em nenhum documento expedido em razão da morte do militar foi mencionado que o mesmo estivesse em serviço ou se deslocando para o trabalho ou de volta deste. 5. Não tendo o militar cumprido o tempo mínimo de 2 anos de efetivo serviço, nem sendo comprovado que seu falecimento tenha decorrido de acidente em serviço ou outra circunstância especial prevista nos parágrafos do art. 15 da Lei das Pensões Militares, inexiste o direito à pensão por morte. Precedentes: (TRF - Primeira Região : AC 200233000077595 BA, Des. Federal Luiz Gonzaga Barbosa Moreira DJ 21/11/2005, p. 25; TRIBUNAL - Quarta Região, AC 200204010072090/ RS, Terceira Turma, Rel. Des. Federal Maria Helena Rau De Souza DJU 22/09/2004, P.449; e AC 200171020001602/RS Quarta Turma Rel. Joel Ilan Paciornik DJU 06/07/2005 P. 744).6. Apelação a que se nega provimento.(AC 2000.01.00.085180-9/PI, Rel. Juiz Federal Itelmar Raydan Evangelista (conv), Primeira Turma,DJ p.07 de 26/11/2007)

APELAÇÕES CÍVEIS. REEXAME NECESSÁRIO. INTEGRALIDADE DA PENSÃO PREVIDENCIÁRIA. IPERGS. SERVIDOR DA RFFSA. COMPLEMENTAÇÃO DE PENSÃO. JUROS DE MORA. CORREÇÃO MONETÁRIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Reexame necessário que não se conhece, com base nas disposições do § 3º do art. 475 do CPC. A pensão por morte deve ser paga na integralidade em correspondência à totalidade dos vencimentos que o servidor falecido perceberia se vivo fosse. Orientação pacificada do STF. A pensão integral de dependente de servidor da RFFSA corresponde à complementação paga pelo Estado, sobre a qual incidiram as contribuições para o IPERGS. Irrelevante se a pensionista recebe também pensão do INSS. Juros de mora em 1% ao mês (art. 406 do CCB/2002, combinado com o art. 161, §1º, do CTN). A correção monetária incide desde cada parcela impaga. Honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor da condenação. Compensação da verba honorária prejudicada em virtude da procedência integral do pedido. APELO DA AUTORA PROVIDO. RECURSO DO RÉU PROVIDO EM PARTE. REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. (Apelação e Reexame Necessário Nº 70011263852, Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Adão Sérgio do Nascimento Cassiano, Julgado em 30/11/2005)

PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRELIMINARES DE INTEMPESTIVIDADE, IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO E PRESCRIÇÃO REJEITADAS. RECONHECIMENTO DE TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL. AVERBAÇÃO. PROFESSOR UNIVERSITÁRIO. QUÍMICO. CONVERSÃO DO TEMPO ESPECIAL EM COMUM. PRESUNÇÃO LEGAL. EXPOSIÇÃO A AGENTES QUÍMICOS NOCIVOS. DECRETOS Nº 53.831/64 E 83.080/79 . CUSTAS. VERBA HONORÁRIA.1. O recesso forense, previsto na Lei nº 5.010/66, suspende os prazos processuais no período de 20 de dezembro a 06 de janeiro (art. 62 da Lei nº 5.010/66). Preliminar de intempestividade, suscitada em contra-razões, que se rejeita.2. Rejeitada a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. O autor, conquanto tenha sido transferido para o regime jurídico único, pleiteia reconhecimento de tempo de serviço especial prestado sob o regime celetista, o qual alberga a conversão requerida.3. É imprescritível o direito ao reconhecimento de tempo de serviço para fins previdenciários. Preliminar rejeitada. Precedente (AMS 2005.38.00.008648-6/MG).4. O servidor público que, quando ainda celetista, laborava em condições insalubres, tem o direito de averbar o tempo de serviço com aposentadoria especial, na forma da legislação anterior, posto que já foi incorporado ao seu patrimônio jurídico. (STJ, 5ª Turma, RESP 259.495/PB, Rel. Min. Jorge Scartezzini, unânime, DJ 26.08.2002.)5. As exigências previstas na Lei n. 9.032/95 não alcançam o período laboral anterior à data de sua publicação, de modo que a comprovação da exposição do autor aos agentes prejudiciais à saúde, até 29.04.95, deve ser aferida de acordo com o enquadramento do ramo de atividade que exercia e das relações de agentes nocivos constantes de anexos dos Decretos que regulamentavam a matéria durante cada período que se pretende converter (Decretos n. 53.831, de 25.03.64 e 83.080, de 24.01.79).6. O autor, durante o período especial que se pretende converter, anterior à Lei 9032/95, esteve exposto a agentes químicos de modo habitual e permanente, durante o exercício do magistério superior. Faz jus, portanto, à conversão do tempo de atividade especial em comum para fins de averbação e posterior concessão de aposentadoria.7. Incabível a redução da verba honorária fixada em 20% sobre o valor da causa, haja vista a atribuição do ínfimo valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) à demanda, considerando-se o fato de que tramitou por mais de quatro anos até a prolação da sentença.8. As custas são devidas em reembolso, nos termos da Lei 9289/96.9. Apelações e remessa oficial improvidas.(AC 1998.34.00.013422-9/DF, Rel. Juíza Federal Mônica Neves Aguiar Da Silva (conv), Segunda Turma,DJ p.85 de 03/12/2007)







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