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Mandado De Segurança Contribuição Previdenciária Inativos Preliminar De

Jurisprudência - Direito Previdenciário

MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INATIVOS. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DA REITORA DA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ. CARACTERIZAÇÃO. EXCLUSÃO DA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA. - A Reitora da Fundação Universidade Estadual de Maringá, sendo mera executora das determinações legais vigentes, e como não detém competência para corrigir o ato inquinado de ilegal, deve ser excluída do pólo passivo da ação de mandado de segurança que trata da incidência da contribuição previdenciária sobre os proventos de servidores inativos e pensionistas. 2. PRELIMINAR DE AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS À INSTRUÇÃO DA PETIÇÃO INICIAL E DE ILEGITIMIDADE ATIVA DO SINDICATO IMPETRANTE. INOCORRÊNCIA. - Consoante a jurisprudência do colendo Supremo Tribunal Federal, no mandado de segurança coletivo, o sindicato tem legitimação extraordinária, atuando como substituto processual (art. 5º, LXX da CF/88), sem necessidade de autorização expressa (STF, AGR NO RE 348973/DF), não sendo aplicável a esta ação a exigência inscrita no parágrafo único do art. 2º-A da Lei nº 9494/97, com relação à instrução da petição inicial com a relação nominal dos seus filiados e os respectivos endereços (STF, MS 23769/BA). 3. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDORES APOSENTADOS FILIADOS AO SINDICATO IMPETRANTE. COBRANÇA. INCONSTITUCIONALIDADE ENTRE AS DATAS DA PUBLICAÇÃO DAS EMENDAS Nº 20/98 E Nº 41/2003. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. SEGURANÇA CONCEDIDA. - Através das alterações promovidas pela Emenda Constitucional nº 20/1998 ficou vedada a cobrança de contribuição previdenciária sobre os proventos e pensões, de modo que as disposições da Lei Estadual nº 12.398/98 e do Decreto Estadual nº 721/99, editados após a vigência da Emenda nº 20/1998, são incompatíveis com o texto constitucional resultante desta Emenda à Constituição Federal, então vigente. - Somente com o advento da Emenda Constitucional nº 41, o artigo 40 da Constituição Federal passou a ter nova redação, através da qual se autorizou a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores inativos e dos pensionistas. Tal modificação, entretanto, não serve para legitimar a cobrança de contribuição previdenciária, dos inativos e pensionistas, instituída pela Lei Estadual nº 12398/98, a qual foi editada ao tempo em que tal cobrança era indevida, durante a vigência da Emenda Constitucional nº 20/1998, pois, conforme já decidiu o egrégio Supremo Tribunal Federal, por seu Tribunal Pleno, o "sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente" (STF, RE 390840-5, Rel. Min. Marco Aurélio, DJU de 15/08/2006). 4. CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNDO MÉDICO-HOSPITALAR. ILEGALIDADE. - Segundo orientação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, a cobrança de contribuição dos servidores estaduais para o custeio de sistema de assistência à saúde encontra óbice no art. 149, § 1º (com a redação anterior e posterior à Emenda 41/2003) c/c arts. 196 e 203, todos da Constituição Federal e, além disso, não pode ser compulsório, devendo subsistir tão-somente aos servidores que, facultativamente, optarem pela adesão.(TJPR - Órgão Especial - MSOE 0080358-5 - Curitiba - Rel.: Des. Jesus Sarrão - Unanime - J. 07.03.2008)

AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. POLICIAL CIVIL. APOSENTADORIA ESPECIAL. ANULAÇÃO DA RESOLUÇÃO QUE CONCEDEU A APOSENTADORIA POR DETERMINAÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS QUE NEGOU REGISTRO AO ATO. MEDIDA LIMINAR PLEITEADA PARA O FIM DE SUSPENDER O CANCELAMENTO DA APOSENTADORIA E MANTER O IMPETRANTE NA CONDIÇÃO DE INATIVO INDEFERIDA. DECISÃO DO ÓRGÃO ESPECIAL DESTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECONHECENDO A INAPLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 14/82 E NECESSIDADE DE EDIÇÃO DE LEI FEDERAL QUE REGULAMENTE A NORMA CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE FUMAÇA DO BOM DIREITO A ENSEJAR A CONCESSÃO DA LIMINAR. RECURSO NÃO PROVIDO. A aposentadoria especial prevista no § 4º do art. 40 da Constituição Federal deve ser regulamentada por lei complementar federal, pendente de promulgação. Entendimento do Superior Tribunal de Justiça de que não houve recepção da Lei Complementar 51/85 pela Constituição Federal de 1988. Quanto a Lei Complementar Estadual 14/1982, que sofreu alteração com a Lei Complementar Estadual 93/2002, e a Lei Complementar Federal 51/85, o Órgão Especial deste Tribunal de Justiça, no Mandado de Segurança 436.977-7, ao se referir a redação do § 4º do art. 40 da Constituição Federal, alterada pela Emenda Constitucional 47/2005, que prevê critérios diferenciados para concessão de aposentadoria para servidores públicos, enfatizou que "da nova redação desse dispositivo não decorre a conclusão de que a Lei Complementar Estadual nº 14/82 - Estatuto da Polícia Civil - tenha sido recepcionada pela Constituição Federal em face da necessidade, como dito de edição de Lei Complementar Federal". Na ementa desse julgado está destacado: "Mérito. Aposentadoria Especial prevista no art. 40, § 4º, III, CF. Inaplicabilidade da LCE nº 14/82. Necessidade de edição de lei federal que regulamente a norma constitucional. Aplicação da Lei Complementar Federal nº 51/85 em conjunto com os requisitos de idade mínima e para a aposentadoria compulsória dos servidores públicos previstos na CF. Lei Complementar não-recepcionada pela CF de 1988". O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, já teve oportunidade de proclamar: "Servidor Público do Distrito Federal: inexistência de direito à aposentadoria especial, no caso de atividades perigosas, insalubres ou penosas. O Supremo Tribunal, no julgamento do MI 444-QO, Sydney Sanches, RTJ 158/6, assentou que a norma inscrita no art. 40, § 1º (atual § 4º), da Constituição Federal, não conferiu originariamente a nenhum servidor público o direito à obtenção de aposentadoria especial pelo exercício de atividades perigosas, insalubres ou penosas; o mencionado preceito constitucional apenas faculta ao legislador, mediante lei complementar, instituir outras hipóteses de aposentadoria especial, no caso do exercício dessas atividades, faculdade ainda não exercida" (RE 528.511-AgR, Rel. Sepúlveda Pertence, j. 30/06/2006). O ato de aposentadoria somente se aperfeiçoa com o registro pelo Tribunal de Contas, inexistindo, até que tal se concretize, direito liquido e certo do servidor em passar para a inatividade, constatação esta que leva a compreensão de inexistir relevância jurídica no fato de o impetrante estar afastado de suas funções. Ausente a relevância do fundamento exigida no inciso II do art. 7º da Lei 1533/51, não é o caso de concessão de liminar. Recurso não provido.(TJPR - 6ª C.Cível em Com. Int. - AR 0486494-8/01 - Foro Central da Região Metropolitana de Curitiba - Rel.: Juiz Subst. 2º G. Luiz Cezar Nicolau - Unanime - J. 20.05.2008)

PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO. OMISSÃO. OCORRÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS.1. Havendo omissão no acórdão quanto à alegada ofensa aos princípios da segurança jurídica, legalidade, ampla defesa e contraditório, os embargos devem ser acolhidos para suprir a omissão no particular.2. No tocante à legalidade do ato administrativo de supressão da vantagem objeto da lide, vale lembrar o princípio enunciado na súmula 473 da Suprema Corte, segundo a qual: "A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos, ou revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial." Não há que se falar, assim em inobservância do devido processo legal, já que cabe ao administrador a defesa do interesse público, motivo pelo qual a Administração, ao verificar a ilegitimidade do ato administrativo, com base no poder de autotutela, pode rever seus próprios atos.3. Registre-se que ficou expressamente consignado na decisão recorrida que, "em que pese a ausência de notificação prévia, deve ser ressaltada a urgência e conveniência da revisão da aposentadoria em questão, bem como o fato de que o autor passou a ter ciência inequívoca da irregularidade do pagamento a partir da resposta ao seu requerimento administrativo, não sendo razoável restabelecer por inteiro um benefício erradamente implementado, em detrimento dos cofres públicos". Essas razões, em si mesmo consideradas, já demonstram a prescindibilidade de instauração de procedimento administrativo, bem como da oportunização de contraditório e ampla defesa no caso concreto. De qualquer modo, o próprio título de inatividade já continha o posicionamento na classe "C", Padrão NI - VI (fl. 61), estando patente o erro da administração quando implementou o pagamento com base na Classe "B" - III. Posteriormente, restou demonstrado que o autor já contaria com progressão funcional para a Classe "B" - II, e não "B" - III, a partir de 01/01/93, em face da Lei nº 8.627/93, o que se fez como simples adequação aos ditames da lei. 4. Já é firme a jurisprudência desta Primeira Turma no sentido de que a observância do contraditório e ampla defesa em procedimento administrativo relativo ao vencimento de servidor público somente é necessária quando há análise de matéria fática. Decorrendo a alteração na remuneração de simples adequação a critérios legais expressos, não há necessidade de instauração de processo administrativo.5. Ademais, não se adquire direito contra a lei, pois o pagamento indevido de vantagem pecuniária a servidor público não gera direito algum a este, segundo precedentes do STF, razão pela qual não há ofensa à segurança jurídica.6. Embargos de declaração providos para sanar a omissão apontada, sem alterar a conclusão do acórdão.(EDAC 2001.38.00.014046-6/MG, Rel. Juíza Federal Sônia Diniz Viana (conv), Primeira Turma,e-DJF1 p.51 de 29/07/2008)

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. 1. PAGAMENTO DE PENSÃO PELO INSS. PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE. Defesa não suscitada na contestação não merece ser conhecida em obediência ao princípio da eventualidade (art. 300 do CPC). 2. Redução do quantum indenizatório, a título de dano moral, por excessivo, considerando a situação econômica do demandado. Apelação conhecida em parte e, nesta, provida parcialmente. (Apelação Cível Nº 70006564900, Décima Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Voltaire de Lima Moraes, Julgado em 26/05/2004)

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL. EX-SERVIDOR CASADO. Restando indemonstrada a união estável entre a autora e o servidor falecido, mostra-se incabível sua inclusão como dependente. Precedentes deste Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. APELAÇÃO IMPROVIDA. (Apelação Cível Nº 70024213407, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Luiz Felipe Silveira Difini, Julgado em 24/09/2008)

AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. PENHORA DE CRÉDITOS PREVIDENCIAÁRIOS. POSSIBILIDADE. Ausentes outros bens a satisfazer o crédito executado é de rigor a penhora dos créditos do executado junto ao INSS. DERAM PROVIMENTO. (Agravo de Instrumento Nº 70022311492, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 15/05/2008)

INSS. AUXÍLIO-ACIDENTE. AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA NO 3º DEDO DA MÃO ESQUERDA. INCAPACIDADE PARCIAL E DEFINITIVA. LESÃO CONSOLIDADA. DIREITO AO BENEFÍCIO. Faz jus o segurado ao benefício de auxílio-acidente quando, em decorrência de acidente de trabalho, e estando consolidadas as lesões, vem a sofrer redução de sua capacidade laboral. Ademais, ¿o fato de a lesão não estar elencada no rol do Anexo II do Decreto 3.048/99 não impede a concessão do benefício, pois o decreto apenas regulamenta a lei, não podendo excluir do abrigo previdenciário situações previstas na Lei 8.213/91¿. Ação julgada improcedente. Apelo provido. (Apelação Cível Nº 70023352321, Décima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Paulo Antônio Kretzmann, Julgado em 24/07/2008)







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