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Apelação Cível Ocultação De Bens Na Partilha Sobrepartilha

Jurisprudência - Direito Civil

APELAÇÃO CÍVEL. OCULTAÇÃO DE BENS NA PARTILHA. SOBREPARTILHA. POSSIBILIDADE. ANÁLISE DA QUESTÃO DE FUNDO. IMPOSSIBILIDADE. SUPRESSÃO DE GRAU DE JURISDIÇÃO. 1- Mostra-se plenamente possível que se processe a ação de sobrepartilha dos bens móveis que não constaram da descrição dos bens a serem partilhados nos autos do divórcio direto anteriormente levado a efeito. 2- Não merece ser enfrentada a questão relativa ao direito da recorrente sobre os bens que agora pretende partilhar, sob pena de supressão de um grau de jurisdição, ainda mais considerando que o processo não se encontra apto a ser julgado na forma do disposto no §3º do art. 515 do CPC. Apelo parcialmente provido. (Apelação Cível Nº 70020321337, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: José Ataídes Siqueira Trindade, Julgado em 09/08/2007)

ADMINISTRATIVO – POLICIAL MILITAR INATIVO – Gratificação de retorno a atividade (CVMI), alteração do correspondente valor. Pagamentos indevidos que podem ser descontados, possibilidade de a administração rever os seus próprios atos (STF, Súmula 473). Incidência, porém, apenas sobre o crédito na matrícula correspondente, em que foi paga a gratificação com excesso, de menor valor, e não sobre a que depositados os proventos, cujo montante e significativamente superior. Procedimento administrativo, usando outra base de incidência, que representa desrespeito ao limite permitido para reposições ou indenizações devidas pelo servidor ao erário (LCE 10.098/94, art. 82). Agravo parcialmente provido. (TJRS – AGI 70003539053 – 3ª C.Cív. – Rel. Des. Luiz Ari Azambuja Ramos – J. 21.02.2002)

PROCESSUAL CIVIL - CONFLITO DE COMPETÊNCIA - JUÍZO SUSCITADO QUE RECONHECE SUA COMPETÊNCIA - PERDA DO OBJETO.Julga-se prejudicado pela perda do objeto o conflito de competência quando, ao serem prestadas as informações, o juiz suscitado reconhece sua competência para julgar e processar o feito. (TJDFT - 20040020053937CCP, Relator DÁCIO VIEIRA, 3ª Câmara Cível, julgado em 10/11/2004, DJ 01/12/2005 p. 237)

CONSÓRCIO. BEM MÓVEL. PAGAMENTO DE POUCAS PARCELAS. RESCISÃO. POSSIBILIDADE DE DEVOLUÇÃO IMEDIATA DE PARCELAS PAGAS. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO QUE DEVE SER REDUZIDA PARA 12% CONFORME PEDIDO DO AUTOR E DA RECORRENTE. CLÁUSULA PENAL QUE NÃO PODE SER APLICADA NA MEDIDA EM QUE A DESISTÊNCIA É DIREITO ASSEGURADO AO CONSORCIADO. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO. (TJRS. Recurso Cível Nº 71001984582, Primeira Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Heleno Tregnago Saraiva, Julgado em 18/06/2009)

APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS DE TERCEIRO - penhora DE BEM PERTENCENTE AO MESMO grupo ECONÔMICO DA EMBARGANTE - IMPROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS - SENTENÇA MANTIDA - RECURSO IMPROVIDO. Demonstrado nos autos dos embargos de terceiro que a empresa embargante pertence ao mesmo grupo econômico da embargada/executada, aquela responde também pelas dívidas existentes sempre que esta não possuir condições financeiras suficientes para quitar seus débitos perante os respectivos credores. (TJMT. APELAÇÃO Nº 75934/2006. QUINTA CÂMARA CÍVEL. DES. LEÔNIDAS DUARTE MONTEIRO. Julgamento 17/12/2008)

PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. PENHORA. FRAÇÃO IDEAL. BEM INDIVISÍVEL. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. I. Em atenção ao princípio da efetividade processual, é possível a penhora de fração ideal de imóvel pertencente ao devedor co-responsável, visto que, além de não se tratar de bem de família, é a sede da executada, foi indicado à penhora pelo sócio executado, mesmo que sem a anuência dos demais copossuidores. II. No caso, o imóvel penhorado é a sede da executada, da qual também são sócios os demais proprietários; foi oferecido, com anuência destes, em garantia de débitos perante o Banco do Brasil; o sócio Manoel Alves dos Santos o ofereceu à constrição em nome da executada; esta é quem comparece em juízo na defesa dos terceiros e somente o faz após a arrematação. Ou seja, tudo está a indicar que a executada utiliza-se da própria torpeza para beneficiar-se em prejuízo do erário. III. Ademais, é preferível que o credor tenha a propriedade de fração ideal de um imóvel, via adjudicação, do que um débito impossível de ser executado (REsp 936254/RS, Min. Eliana Calmon, DJe de 07/10/2008). IV. Agravo de instrumento provido. (TRF1. Agravo de Instrumento 2008.01.00.050514-9/MT Relator: Juiz Federal Osmane Antonio dos Santos (Conv.) Julgamento: 26/05/09)

AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO REVISIONAL. TUTELA ANTECIPADA. Mostra-se inviável a concessão da tutela antecipada requerida para suspender os descontos em folha de pagamento, assim como impedir o cadastramento do nome da autora nos órgãos de proteção ao crédito, enquanto pendente demanda revisional, se a parte postulante não faz a mínima prova de que há cobrança abusiva de encargos financeiros (art. 273, caput, do CPC). Negado seguimento ao agravo de instrumento, porque manifestamente improcedente (art. 557, caput, do CPC). (Agravo de Instrumento Nº 70031739014, Décima Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Voltaire de Lima Moraes, Julgado em 24/08/2009)







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