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Rescisão Contratual Por Justa Causa Por Ser A Justa Causa

Jurisprudência - Direito do Trabalho

RESCISÃO CONTRATUAL POR JUSTA CAUSA. Por ser a justa causa a penalidade máxima aplicada ao trabalhador, causando-lhe danos na vida profissional e pessoal, a prova do cometimento do ato faltoso há de ser robusta, bem delineada e suficiente, permitindo avaliar a proporcionalidade e imediatidade da punição. Recurso ordinário da empregadora a que se nega provimento. (TRT/SP - 00233200901602003 - RS - Ac. 11aT 20090520216 - Rel. Dora Vaz Treviño - DOE 21/07/2009)

JORNADA – INTERVALO VIOLADO AUSÊNCIA DE CONCESSÃO DO INTERVALO PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO – A intenção do legislador ao acrescentar o parágrafo 4º ao artigo 71 da CLT não foi simplesmente determinar o pagamento da hora suplementar como extra, eis que esse raciocínio já era imperioso ante os limites da jornada fixada na Regra Básica, mas sim, penalizar o empregador que descumpre uma determinação legal, que está ligada ao bem estar e saúde do trabalhador. (TRT 2ª R. – RO 20000579569 – (20020133981) – 10ª T. – Relª Juíza Vera Marta Publio Dias – DOESP 19.03.2002)

DESCONTO A TÍTULO DE ALIMENTAÇÃO - VALOR RAZOÁVEL - SALÁRIO UTILIDADE CARACTERIZADO. Não há nada de ilegal no fato do empregador fornecer alimentação e cobrar por isso, ainda mais se considerarmos que o valor descontado era inferior a R$1,00, bastante razoável, devendo observar que o próprio Reclamante reconhece que o desconto era ínfimo e em nenhum momento alega que era obrigado a comprar da empresa a refeição. Então não se pode considerar uma violação ao art. 462 das CLT. Não estamos aqui diante do denominado Truck Sytem, onde todo ou quase todo o salário é comprometido com as vendas que o empregador faz ao empregado. Também não vemos no procedimento adotado pela Rda qualquer indício de fraude. Por isso não é devida a devolução. Reformo a decisão. 2 - VISTORIA NO FINAL DA JORNADA - DANO MORAL NÃO CONFIGURADO - O preposto declarou que na saída os empregados abrem a bolsa e sacola para que o segurança verifique o conteúdo. Já o Reclamante disse que não há contato físico e que a revista era rápida. Não vemos nestes fatos nada que atente contra a dignidade do empregado, o empregador se mantém nos limites do seu poder diretivo, sendo justo que imponha aos seus empregados o dever de abrir suas bolsas para verificação. Isto se faz para impedir furtos e é feito não apenas no interesse do empregador, mas dos próprios empregados, que também podem ser alvo destes delitos. Trata-se de uma exigência da vida na sociedade e nas grandes organizações e sem este mínimo de fiscalização uma empresa comercial ficaria inviável. Não há dano moral. (TRT/SP - 01275200740202000 - RO - Ac. 11ªT 20090830835 - Rel. JOMAR LUZ DE VASSIMON FREITAS - DOE 20/10/2009)

RECURSO ORDINÁRIO INTERPOSTO PELO RECLAMADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. Hipótese em que incide o disposto no art. 29, § 4o, da CLT, sendo vedado ao empregador efetuar anotações desabonadoras à conduta do empregado em sua CTPS, o que inclui a posição de reclamante em reclamação trabalhista. Recurso desprovido. (TRT4. 5a Turma. Relatora a Exma. Desembargadora Berenice Messias Corrêa. Processo n. 0000490- 91.2011.5.04.0004 RO. Publicação em 21-11-11)

EXCEÇÃO LITISPENDÊNCIA – 1. Litispendência. Dissídio Individual x Dissídio Coletivo. Descaracterização. Não induz litispendência ação individual ajuizada por um ou mais trabalhadores objetivando vantagens pessoais em função de ação coletiva promovida pelo sindicato de classe na defesa de interesses do grupo representado. Se é assim, à evidência que a decisão proferida em dissídio coletivo não produz efeitos de coisa julgada em relação a ações individuais. 2. Réplica. Compreensão. A réplica não constitui figura indispensável, mas simples criação dos operadores do direito do trabalho, com propósito de suprimir a falta de ordenamento processual e também para conduzir as partes segundo as regras de lealdade. Sua ausência, no entanto, não torna verdadeiras alegações que devem ser provadas. (TRT 2ª R. – RO 20010152967 – (20020142450) – 8ª T. – Rel. Juiz Jose Carlos da Silva Arouca – DOESP 26.03.2002)

EXECUÇÃO – EXTINÇÃO – A extinção da execução somente se verifica nos casos elencados no artigo 794, do CPC, sendo certo que à execução trabalhista não se aplica o disposto no artigo 267, III, do CPC. (TRT 17ª R. – AP 02539.1989.002.17.00-5 – (1670/2002) – Rel. Juiz Geraldo de Castro Pereira – DOES 27.02.2002)

RECURSO ORDINÁRIO. INTERVALO PARA REFEIÇÃO E DESCANSO. PRÉ- ASSINALAÇÃO NOS CONTROLES DE PONTO. VALIDADE. Desnecessário o apontamento diário do intervalo intrajornada quando pré-assinalado nos controles de ponto. Inteligência do art. 74, § 2o, da CLT. Recurso não provido. (TRT/SP - 00133200707302000 - RO - Ac. 3aT 20090232571 - Rel. Maria Doralice Novaes - DOE 14/04/2009)







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