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Bem Imóvel De Propriedade Do Sócio Penhora Legitimidade De Parte

Jurisprudência - Direito do Trabalho

BEM IMÓVEL DE PROPRIEDADE DO SÓCIO. PENHORA. LEGITIMIDADE DE PARTE. ARTIGO 6o DO CPC. O único legitimado a discutir a penhora efetuada sobre bem imóvel é o titular de seu direito, vale dizer, o proprietário. A pessoa jurídica, que não é proprietária do bem que sofreu a constrição judicial, não está legitimada a defender direito de seu sócio, a teor do art. 6o do CPC. Agravo não conhecido. (TRT/SP - 01939199703002004 - AP - Ac. 3aT 20090410763 - Rel. Mércia Tomazinho - DOE 09/06/2009)

Agravo de petição. Responsabilidade de ex-integrante de diretoria de associação não empresária. Havendo demonstração de que o agravante, ex-integrante de Diretoria Executiva da ré, no cargo de 1o secretário, ostentou esta condição antes da celebração do contrato de trabalho da agravada, não se cogita de sua responsabilidade pelo crédito exeqüendo, mormente porque ocupava cargo de suplência em relação aos titulares da Diretoria e porque a execução foi direcionada contra ele cerca de 8 (oito) nos após encerrado seu mandato e 5 (cinco) após o ajuizamento da reclamação, militando a seu favor o princípio da estabilidade das relações jurídicas. Agravo provido. (TRT/SP - 00271200802602002 - AP - Ac. 12aT 20090608784 - Rel. Adalberto Martins - DOE 14/08/2009)

GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO – BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS – A gratificação de função integra a base de cálculo das horas extras, pois se trata de parcela paga de forma habitual, tendo, assim, caráter salarial. A base de cálculo das horas extras deve atender ao disposto no Enunciado 264/TST, englobando, destarte, a gratificação mencionada. (TRT 3ª R. – RO 15021/01 – 4ª T. – Rel. Juiz Darcio Guimarães de Andrade – DJMG 09.02.2002 – p. 16)

Estabilidade. Art. 118 da Lei 8.213/91. Doença constatada após o desligamento. Súmula 378. Pelo que se depreende da Súmula 378, II, do TST, é garantida a reintegração mesmo após o término do contrato de trabalho, desde que constada doença que tenha relação com a atividade desenvolvida na empresa. Mas não só isso. É também necessário que a doença implique pagamento de benefício acidentário. Ou seja, o requisito que se exige na vigência do contrato é o mesmo que se exige depois dele. O "salvo" a que se refere agora a Súmula 378 diz respeito apenas à vigência do contrato de trabalho. Nem haveria de ser diferente, pois não faria sentido exigir-se o requisito (afastamento com percepção do benefício) na vigência do contrato, como pressuposto da estabilidade, e não exigi-lo depois, para assegurar-se o mesmo direito. Pedido improcedente Sentença mantida. (TRT/SP - 03299200543402006 - RO - Ac. 11ªT 20090829942 - Rel. EDUARDO DE AZEVEDO SILVA - DOE 20/10/2009)

JUSTA CAUSA – NÃO CONFIGURADO O ABANDONO DE EMPREGO – Deixando a recorrente de provar a justa causa alegada, mantém-se a decisão primária por seus firmes e jurídicos fundamentos. (TRT 11ª R. – RO 1464/2000 – (826/2002) – Relª Juíza Solange Maria Santiago Morais – J. 26.02.2002)

RECURSO ORDINÁRIO. NÃO-COMPARECIMENTO DO RECLAMANTE. A ausência do reclamante à sessão em prosseguimento autoriza o arquivamento do feito nos termos do art. 844/CLT. Atestado médico e boletim de ocorrência com datas posteriores à audiência, não representam justificativa válida para não comparecer em juízo. Ademais, o arquivamento (absolvição de instância) resultou em benefício processual para o trabalhador. (TRT/SP - 02339200731902003 - RO - Ac. 11aT 20090597499 - Rel. Carlos Francisco Berardo - DOE 25/08/2009)

HORAS EXTRAS – Constitui ônus do empregador demonstrar que o reclamante goza regularmente do descanso intrajornada, por se tratar de fato modificativo, nos termos do art. 333, II, do CPC. No caso em tela, dos cartões de ponto acostados aos autos, depreende-se que não havia anotação dos intervalos para alimentação. Desta feita, houve inversão do ônus da prova, que passou a ser da recorrente e, desse ônus não se desincumbiu. (TRT 15ª R. – Proc. 27253/99 – (10588/02) – SE – Rel. Juiz Carlos Alberto Moreira Xavier – DOESP 18.03.2002 – p. 49)







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