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Sócios Responsabilidade Ainda Que Nas Sociedades Por Quotas

Jurisprudência - Direito do Trabalho

SÓCIOS. RESPONSABILIDADE. Ainda que nas sociedades por quotas de responsabilidade limitada a responsabilidade dos sócios seja, via de regra, limitada ao capital social, a inexistência de bens que garantam o pagamento dos débitos trabalhistas assumidos transfere para os sócios, ilimitadamente, essa responsabilidade, mesmo porque a limitação corretamente afastada na origem é incompatível com a proteção que o Direito do Trabalho dispensa aos trabalhadores e com a própria natureza alimentar e privilegiada do crédito em discussão. (TRT/SP - 00569200807002000 - AP - Ac. 12aT 20090338965 - Rel. Benedito Valentini - DOE 29/05/2009)

Garantia de emprego da gestante. Demora na propositura da ação. No caso de a empregada deixar terminar o período de garantia de emprego e só depois ajuizar a ação, penso que não faz jus nem a reintegração, muito menos a indenização, pois o seu ato impediu o empregador de reintegrá-la no emprego, mostrando o seu desinteresse em voltar a trabalhar na empresa. O direito previsto na Constituição é ao emprego e não a indenização. (TRT/SP - 01686200701102003 - RO - Ac. 8aT 20090183562 - Rel. Sergio Pinto Martins - DOE 24/03/2009)

VÍNCULO DE EMPREGO. TRABALHADOR COOPERADO. As cooperativas são associações de pessoas, comprometidas a contribuir com bens e serviços, em prol de uma atividade econômica, sem objetivo de lucro, e para prestar serviços aos seus associados. A atuação desta sociedade como mera intermediadora de mão- de-obra descaracteriza a relação de cooperativismo, uma vez que os serviços não são prestados em prol dos associados, mas sim em benefício da tomadora de serviços. (TRT/SP - 02428200502302002 - RO - Ac. 6aT 20090448434 - Rel. Ivete Ribeiro - DOE 19/06/2009)

Adicional de insalubridade. Base de cálculo: salário mínimo. STF, súmula vinculante nº 4. CF, art. 7º, incs. IV e XXIII. A súmula vinculante nº 4 do STF não veda a aplicação do salário mínimo para o cálculo do adicional de insalubridade. Ela é expressa em ressalvar os "casos previstos na Constituição", dentre os quais se pode mencionar o inciso XXIII do art. 7º da CF, que trata do adicional para o trabalho em condições penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei. A forma da lei de que trata a norma constitucional é a forma do art. 192 da CLT, pois esta é a lei regula o pagamento do adicional de insalubridade no Direito do Trabalho. É este um dos "casos previstos na Constituição", mencionados na súmula vinculante nº 4 do STF como exceção de aplicação do salário mínimo. (TRT/SP - 02575200631702006 - RO - Ac. 6ªT 20090847576 - Rel. Luiz Edgar Ferraz de Oliveira - DOE 09/10/2009)

FGTS – PRESCRIÇÃO – O direito de reclamar o recolhimento de FGTS prescreve em dois anos, contados da data da extinção do contrato de trabalho, podendo o empregado buscar os depósitos que deveriam ter sido feitos nos 30 anos anteriores, de acordo com o Enunciado nº 95, do TST, não havendo falar em prescrição qüinqüenal. (TRT 19ª R. – RO 01222.2000.003.19.00.3 – Rel. Juiz João Batista – J. 10.01.2002)

EMBARGOS DECLARATÓRIOS EFEITOS EMBARGOS PROTELATÓRIOS – REITERAÇÃO – LEGITIMIDADE DO ATO QUE CONDICIONA O PROCESSAMENTO DO RECURSO INTERPOSTO AO DEPÓSITO DA MULTA APLICADA – SEGURANÇA DENEGADA – A condenação do embargante no pagamento de multa em virtude de haver oposto embargos protelatórios e, ainda, a determinação de seu depósito como condição para a interposição de qualquer outro recurso não se traduz em empecilho ao exercício do amplo direito de defesa, mas decorre de expresso dispositivo legal. Refiro-me ao parágrafo único, do artigo 538 do Código de Processo Civil, de aplicação subsidiária ao processo do trabalho. Não obstante a Constituição da República, de forma implícita, assegurar a todos os cidadãos o acesso ao duplo grau de jurisdição, nada impede que o legislador ordinário estipule requisitos básicos para o seu implemento, sem que com isso esteja vulnerando qualquer garantia constitucional. Ademais, a parte deve cumprir com as formalidades legais e os pressupostos de admissibilidade como exigências naturais para que seu recurso possa ser conhecido pelo Tribunal. (TRT 2ª R. – Proc. 01122/2001-7 – (2001024450) – SDI – Relª Juíza Vânia Paranhos – DOESP 01.02.2002)

Vigilante. Enquadramento. Diferenciam-se as atividades de vigia e vigilante, no sentido de que a primeira não assume uma real atividade de proteção patrimonial, restrita à segunda, senão a de oferecer zeladoria ao patrimônio do tomador. (TRT/SP - 01984200805202000 - RO - Ac. 6ªT 20090877076 - Rel. RAFAEL EDSON PUGLIESE RIBEIRO - DOE 16/10/2009)







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