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Embargos De Terceiro Representação Processual Das Partes Os

Jurisprudência - Direito do Trabalho

EMBARGOS DE TERCEIRO. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL DAS PARTES. Os embargos de terceiro tratam-se de uma ação autônoma que não se confunde com a ação principal, constituindo-se outros autos com outro número de processo e necessitam de uma procuração específica para o advogado atuar nos embargos de terceiro, no original ou em cópia autenticada. (TRT/SP - 02015200806802001 - AP - Ac. 12aT 20090279705 - Rel. Marcelo Freire Gonçalves - DOE 08/05/2009)

ACIDENTE DE TRABALHO. CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. INDENIZAÇÃO INDEVIDA. A culpa exclusiva da vítima afasta por completo o dever do empregador indenizar eventuais danos decorrentes de acidente de trabalho. No caso dos autos, no mínimo, o empregado laborou com imprudência no momento do acidente, pois, sendo ele o condutor do animal e possuidor de experiência em seu ofício, já que exercia função de vaqueiro há pelo menos quatorze anos, tinha conhecimento da previsível reação instintiva do animal, mas, ainda assim, se colocou em posição arriscada ao tentar, sozinho, desenroscar a pata do animal do fio de arame, vindo a ser atingido por um coice. Recurso provido. TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA. ATIVIDADE FIM APLICAÇÃO DA SÚMULA 331 DO TST. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. A intermediação de mão-de-obra para a prestação de serviços ligados à atividade-fim da empresa-cliente, implica em fraude à legislação trabalhista, a teor do artigo 9º da CLT, restando evidenciada a intenção de burlar os preceitos trabalhistas que regulam o verdadeiro contrato de trabalho, formando-se o vínculo, na hipótese, diretamente com o tomador dos serviços, conforme inciso I do Enunciado nº 331 do TST, bem assim a responsabilidade solidária da empresas prestadoras de serviços. Recurso não provido. INDENIZAÇÃO POR SEGURO NÃO REALIZADO. Uma vez demonstrado que, por força da terceirização ilícita, o trabalhador acidentado restou excluído do plano de seguro em grupo fornecido pela empresa tomadora dos serviços, escorreita a sentença que condenou os demandados a pagarem indenização substitutiva, no exato valor do prêmio que as Reclamantes receberiam da empresa seguradora, em função do acidente. Recurso não provido. MULTA POR EMBARGOS DECLARATÓRIOS PROTELATÓRIOS. Os embargos declaratórios constituem-se no meio adequado para sanar o vício da omissão, contradição ou obscuridade, caso estes se encontrem presentes no julgado, consoante se conclui da leitura do 897-A da CLT e art. 535 do CPC. Revelam-se meramente protelatórios os embargos que pretendam demonstrar eventual erronia na análise do conteúdo probatório colacionado aos autos ou que a decisão não tenha sido prolatada segundo a ótica que lhe parecia mais favorável. Assim, há que se manter inalterada a sentença de origem que condenou os reclamados ao pagamento da multa prevista no parágrafo único do artigo 538 do CPC. Recurso não provimento, no particular. (TRT23. RO - 02484.2006.051.23.00-2. Publicado em: 23/06/08. 2ª Turma. Relator: DESEMBARGADOR LUIZ ALCÂNTARA)

MANDADO DE SEGURANÇA – NÃO – CABIMENTO – Não cabe mandado de segurança contra ato judicial para o qual existe recurso próprio, exegese do art. 5º, II, da Lei nº 1.533/51. (TRT 12ª R. – MS . 1952/2001 – (02240/2002) – Florianópolis – SDI – Relª Juíza Lourdes Dreyer – J. 22.02.2002)

INTERVALO INTRAJORNADA – VALOR – Conforme melhor exegese do art. 71, § 4º da CLT, a remuneração do período correspondente ao intervalo intrajornada, sem gozo, deve ser acrescida do adicional de 50% e não corresponder a simples pagamento de 50% sobre o valor da hora normal. (TRT 9ª R. – RO 10695/2001 – (06080/2002) – Relª Juíza Sueli Gil El Rafihi – DJPR 15.03.2002)

NÃO ADMISSIBILIDADE. INTERVALO INTRAJORNADA 1- ÔNUS DE PROVA DA JORNADA DE TRABALHO. TESE RECURSAL EM CONFRONTO COM SÚMULA DO TST. 2- INTERVALO INTRAJORNADA. CONFISSÃO DO AUTOR. FALTA DE INTERESSE. 1- Em conformidade com o disposto no art. 557 do CPC, não logra ultrapassar com êxito o juízo de admissibilidade o recurso que busca a reforma de decisão proferida em perfeita consonância com súmula de Tribunal Superior. Desse modo não se conhece do recurso que pretende estabelecer tese, acerca do 'onus probandi' da jornada de trabalho, especificamente quanto ao intervalo intrajornada, frontalmente contrária àquela adotada no item I da Súmula n. 338 do TST. 2- Demais disso, não merece ser conhecido o pleito de limitação da condenação em foco, em face da ausência de interesse, haja vista que na sentença já se restringiu o comando condenatório aos períodos sem registros de ponto nos autos, anteriormente a 2010. Apelo da ré que não se conhece no particular. COISA JULGADA. INOCORRÊNCIA. O acordo entabulado no processo n. 0000127.33.2012.5.23.0007 previa expressamente a necessidade de que os trabalhadores anuissem com os seus termos. Nessa senda, era ônus da ré demonstrar que o autor do presente feito concordara com a avença em testilha, mister do qual não se desvencilhou. A bem da verdade, em lista apresentada pela própria demandada, o campo reservado para a assinatura do vindicante encontra-se em branco, denotando, pois, que este não consentira com os termos do acordo em análise. Recurso da ré ao qual se nega provimento. JORNADA DE TRABALHO. AUSÊNCIA DE LABOR AOS SÁBADOS E DOMINGOS. CONFISSÃO REAL. Dessume-se do depoimento do autor a existência de confissão real de que não trabalhou durante os finais de semana (sábados e domingos) após fevereiro de 2011, razão pela qual há que se adequar a jornada reconhecida na sentença em relação a tal período, para a finalidade de apuração de horas extras. Recurso da ré ao qual se dá provimento. MULTA DO ART. 467 DA CLT. INDEVIDA. Muito embora tenha a ré reconhecido em contestação a existência de verbas rescisórias pendentes de pagamento, verifico que havia controvérsia acerca de sua exigibilidade, na medida em que se ventilou a tese, já afastada, de que tais valores teriam sido objeto de parcelamento em outro feito. Desse modo, a multa em destaque não tem campo fértil neste caso. Apelo da ré ao qual se dá provimento. (TRT23. RO - 00298.2012.009.23.00-1. 2ª Turma. Relator DESEMBARGADORA BEATRIZ THEODORO. Publicado em 22/08/13)

QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO. EXTROPALAMENTO DO EXERCÍCIO DO PODER EMPREGATÍCIO. CONFIGURAÇÃO DO DANO MORAL. O poder empregatício, gênero que compreende as espécies poder diretivo, regulamentar, fiscalizatório e disciplinar, encontra limites internos e externos ao contrato de trabalho, dentre os quais destaca-se a observação da boa-fé contratual, do dever de urbanidade e de respeito mútuo e, principalmente, do princípio da dignidade da pessoa humana, com os direitos que lhe são inerentes. Na hipótese, verifica-se o extrapolamento dos limites desse poder empregatício da Demandada, ao utilizar informações inerentes à atividade financeira de um cliente, para a sua penalização no âmbito da relação de emprego, que são esferas inconfundíveis de atuação das partes litigantes. A despeito de o art. 508 da CLT autorizar inclusive a dispensa motivada do bancário em decorrência da falta contumaz de pagamento de dívidas legalmente exigíveis, não tencionou, a norma, em hipótese alguma, possibilitar ao empregador a invasão da privacidade e, por conseguinte, da intimidade obreira, por intermédio da fiscalização de seus extratos bancários, pois, se assim fosse, essa regra encontraria óbice direto nos direitos e garantias fundamentais assegurados pela Carta Magna. Caracterizada, pois, a quebra de sigilo bancário, que não está atrelada à divulgação dos dados bancários de uma pessoa a terceiros, se faz devida a compensação moral sofrida pelo empregado, em razão deste abuso de direito. (TRT23. RO - 01106.2009.003.23.00-0. 1ª Turma. Relator DESEMBARGADOR TARCÍSIO VALENTE. Publicado em 22/09/10)

AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AGRAVO DE PETIÇÃO. EQUÍVOCO NO ENDEREÇAMENTO DO APELO E NA CONSIGNAÇÃO DO NÚMERO DO PROCESSO E DO NOME DO RECLAMANTE. INTEMPESTIVIDADE. A tempestividade é verificada quando o ato processual é praticado no prazo estabelecido pelo legislador, mediante petição dirigida ao juiz (Art. 514/CPC). O encaminhamento do apelo para outro Juízo resulta em apresentação extemporânea perante a unidade judiciária competente. O equívoco perpetrado pelo ora agravante não se afigura hábil à suspensão ou interrupção do prazo previsto no art. 897/ "a"/CLT. (TRT/SP - 00112199743302018 - AIAP - Ac. 11ªT 20090866023 - Rel. CARLOS FRANCISCO BERARDO - DOE 20/10/2009)







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