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Pena De Confissão Nulidade Da Revelia A Intimação Da Reclamada

Jurisprudência - Direito do Trabalho

PENA DE CONFISSÃO. NULIDADE DA REVELIA. A intimação da reclamada para comparecer à audiência de instrução para prestar depoimento deve ser pessoal, sob pena de nulidade. Logo, não é suficiente a notificação apenas na pessoa do advogado da parte, pela imprensa oficial. In casu, a reclamada não foi intimada pessoalmente. Dessa forma, não há como lhe aplicar a pena de confissão ficta (Súmula 74, I, do TST). Precedentes. Recurso de revista conhecido e provido.- (TST. RR-296500-27.2005.5.15.0132, Data de Julgamento: 18/08/2010, Relator Ministro: Augusto César Leite de Carvalho, 6ª Turma, Data de Publicação: DEJT 27/08/2010)

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. REJEIÇÃO. Não demonstrado no acórdão atacado a omissão erigida em sede de embargos de declaração pela parte reclamada, impossível se torna o pleito saneador, haja vista que tal recurso não se presta a amparar reexame de matéria julgada, nem a suprimir um futuro exame recursal superior. Para atingir o fim perseguido deverá a embargante ajuizar o recurso apropriado. (TRT23. EDRO - 00381.2006.005.23.00-7. Publicado em: 25/04/08. 2ª Turma. Relator: DESEMBARGADOR OSMAIR COUTO)

ELO DE EMPREGO – Deve ser reconhecido quando presentes os elementos do art. 3º, da CLT, tudo devidamente comprovado na instrução processual. HORAS EXTRAS – Indeferem-se, posto que a prova não foi exaustivamente produzida para se deferir o trabalho suplementar pretendido. Recursos reconhecidos e não providos. (TRT 11ª R. – RO 1708/00 – (495/2002) – Rel. Juiz Othílio Francisco Tino – J. 07.02.2002)

Relação de emprego. Convênio e clínica médica que trabalham com médicos autônomos. A atividade médica é uma das que exigem mais responsabilidade daqueles que a praticam, bem como daqueles que a exploram com objetivo de lucro, justamente porque lida com a integridade do ser humano, tratando de questões que podem situar-se na linha que separa a vida da morte. A medicina é a atividade-fim de qualquer clínica médica, afirmação tão óbvia que parece ser desnecessária, mas não é. Estabelecer clínica que trabalha apenas com médicos autônomos, é, mal comparando, como abrir uma banca de camelô onde deveria estar instalada uma empresa legalizada, que paga impostos e respeita a legislação em todos os seus aspectos, inclusive o trabalhista. Representa, antes que tudo, perigo à saúde pública, pois quem economiza dessa maneira com empregados há de fazê-lo com produtos de higiene e outras necessidades. Representa, também, concorrência desleal para com as clínicas que trabalham dentro da Lei. Representa, finalmente, atentado à integridade física dos clientes, que submetem- se a tratamentos em estabelecimentos organizados de maneira tal que se torna difícil acreditar seguirem normas básicas de higiene, saúde e atendimento. Recurso Ordinário provido. (TRT/SP - 01231200607102000 - RO - Ac. 12aT 20090663734 - Rel. Davi Furtado Meirelles - DOE 04/09/2009)

ESTABILIDADE PROVISÓRIA – PREVISTA NA LEI Nº 9.504/97 – INADMISSIBILIDADE DE AQUISIÇÃO NO CURSO DO AVISO PRÉVIO INDENIZADO – A previsão legal de que o aviso prévio indenizado integre o tempo de serviço trata-se de ficção jurídica, com efeitos meramente pecuniários. Além disso, o aviso prévio, quando utilizado, fixa termo final ao contrato de trabalho. Portanto, não há que se falar em aquisição de estabilidade provisória no curso do aviso prévio indenizado, ainda mais a estabilidade prevista na Lei nº 9.504/97, cuja finalidade é obstar dispensas nos períodos eleitorais. Inteligência da Orientação Jurisprudencial nº 40, da SDI do C. TST. (TRT 15ª R. – Proc. 14700/00 – (13415/02) – 1ª T. – Rel. Juiz Lorival Ferreira dos Santos – DOESP 08.04.2002 – p. 58)

DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. INCIDÊNCIA SOBRE AS VERBAS DEFERIDAS EM SENTENÇA. RESPONSABILIDADE DO EMPREGADO. O obreiro é responsável pelo pagamento do imposto de renda e contribuição previdenciária, no que tange à sua cotaparte, incidente sobre os títulos deferidos em sentença, obrigação não elidida pela culpa do empregador inadimplente com as verbas remuneratórias no decorrer do contrato de trabalho. Observância da Súmula 368 e OJ 363 da SDI-1, ambas do C. TST. (TRT/SP - 00050200925502007 - RO - Ac. 4aT 20090715033 - Rel. Sérgio Winnik - DOE 18/09/2009)

Recurso da reclamada. Provimento parcial para reduzir o valor da indenização por danos morais àquele pleiteado na exordial. Reconhecido que o valor arbitrado à indenização por danos morais extrapola em muito aquele pedido na exordial, reduzo-o ao montante perseguido pela autora. II - Recurso da reclamante. Provimento parcial para acrescer à condenação o pagamento de horas extras conforme a jornada descrita na exordial no que concerne ao cartão de ponto que acusa registros de entrada e saída invariáveis. Apontada em réplica a existência de cartão de ponto que acusa registros invariáveis, ainda que ostentasse a assinatura da reclamante, conclui-se pelo direito ao pagamento das horas extras conforme a jornada descrita na exordial, conforme o período nele compreendido. (TRT/SP - 01733200631302005 - RO - Ac. 12aT 20090278920 - Rel. Delvio Buffulin - DOE 08/05/2009)







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