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Prescrição Total Do Direito De Ação Súmula 294 Do Tst

Jurisprudência - Direito do Trabalho

PRESCRIÇÃO TOTAL DO DIREITO DE AÇÃO. SÚMULA 294 DO TST. DIFERENÇAS DE COMISSÕES. NÃO CONFIGURAÇÃO. Suposta redução dos percentuais de comissão durante o pacto laboral que se constitui em lesão continuada, a qual se renova a cada momento em que o salário é pago a menor. Não configuração de prescrição total do direito à postulação da parcela. Recurso provido para afastar a prescrição total do direito de ação e determinar o retorno dos autos à origem. (TRT da 4ª Região, 1ª Turma, proc. n° 0000214-73.2010.5.04.0011, julgado em 14.9.2011, Relator Des. José Felipe Ledur)

RECURSO ORDINÁRIO - 1. HORAS EXTRAS. A ausência de repercussão da habitualidade da sobrejornada, demonstrada pelos documentos oferecidos pela empresa (já que nem os recibos por fora e tampouco os comprovantes por dentro discriminam os reflexos devidos), impõe-se a reforma para acrescer à condenação o que for apurado por horas extras e as incidências pleiteadas, mediante perícia contábil que confronte os cartões de ponto com os recibos de pagamento juntados, suprindo-se eventuais lacunas documentais com os horários declinados na inicial. 2. DOENÇA PROFISSIONAL. ESTABILIDADE. O perito procedeu à análise dos aspectos relacionados à possibilidade da ocorrência de nexo etiológico entre a sugerida doença profissional e as atividades desenvolvidas no setor da tesouraria, em que a reclamante sempre atuou. O laudo descreve minuciosamente o local de trabalho e as funções nele desempenhadas e conclui que a empregada era portadora de tendinopatia que não guardava relação com o trabalho que exercia na empresa. Além disso, depois de ter sido despedida, o INSS lhe concedeu o benefício de auxílio-doença, não de auxílio-doença acidentário. Recurso a que se dá provimento parcial. (TRT/SP - 01042200407902007 - RO - Ac. 4aT 20090481300 - Rel. Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva - DOE 03/07/2009)

HORAS EXTRAS – INTERVALO INTRAJORNADA – Estando a decisão primária em consonância com as provas dos autos, tanto documentais como testemunhais, não há falar em sua reforma, devendo a mesma ser mantida, na íntegra. (TRT 11ª R. – RO 1707/00 – (0774/2002) – Relª Juíza Solange Maria Santiago Morais – J. 19.02.2002)

Agravo de Petição. Sucessão de empresas. A alienação do imóvel em que antes se localizava a reclamada, e onde hoje se encontra a agravante, não implica, por si só, sucessão empresarial. Isto porque se faz necessária a demonstração de que a agravante se aproveitou de algum dos elementos componentes da atividade empresarial da reclamada, como, por exemplo, de bens de produção ou de equipamentos destinados às atividades do empreendimento econômico. Inexistindo tal prova, não se cogita de sucessão. Agravo provido. (TRT/SP - 01939200144502003 - AP - Ac. 12aT 20090662959 - Rel. Adalberto Martins - DOE 04/09/2009)

EXECUÇÃO – EMBARGOS – GARANTIA DO JUÍZO – Para que o executado possa insurgir-se contra a execução contra ele assestada, sem prévia garantia do juízo, precisa ficar demonstrada a inexistência e/ou insuficiência de bens para tanto, eis que a regra é a de que o juízo há de estar seguro para, só então, ser possível ao executado apresentar e sustentar sua irresignação. (TRT 15ª R. – AP 014552/2001 – Rel. Juiz Francisco Alberto da Motta Peixoto Giordani – DOESP 04.03.2002)

MULTA DO ART. 477, § 8o DA CLT. Incabível a incidência da multa do art. 477 § 8o da CLT quando houve se deu no prazo o pagamento das verbas rescisórias. Diferenças que decorrem de matéria de fato controvertida não ensejam a aplicação da multa em questão. Regras atinentes à aplicação de multas merecem, sempre, interpretação restritiva. Recurso da ré a que se dá provimento. (TRT/SP - 00448200825102007 - RO - Ac. 11aT 20090226644 - Rel. Eduardo de Azevedo Silva - DOE 14/04/2009)

EQUIPARAÇÃO SALARIAL – TEMPO DE SERVIÇO – No passado, muito se discutiu, na doutrina e na jurisprudência, sobre o significado da expressão tempo de serviço" contida o art. 461, § 1º, da CLT. Entendiam uns que se tratava de tempo na empresa", justificando-se a diferença de remuneração pela maior colaboração que o empregado mais antigo havia prestado ao empregador. Para outros, o tempo de serviço" dever-se-ia ater à função", pois ela traz, como corolário, maior prática e maior domínio de suas atividades e, em conseqüência, maior experiência, o que autoriza um rendimento superior capaz de justificar os salários discrepantes. Já a antigüidade na empresa seria recompensada mediante a concessão de adicionais e outras vantagens, sem relação direta com a qualidade do serviço prestado. Os adeptos da primeira corrente, ou seja, do tempo na empresa", refutavam esses fundamentos, alegando que a presunção de rendimento superior não era confirmada pela experiência quotidiana, que mostra, muitas vezes, ser o novato mais diligente e operoso que o veterano. A interpretação que prevaleceu foi a de que o tempo de serviço" deve ser aferido na função, como se infere da Súmula nº 202 do e. Supremo Tribunal Federal e Enunciado 135 do Tribunal Superior do Trabalho. (TRT 3ª R. – RO 163/02 – 2ª T. – Relª Juíza Alice Monteiro de Barros – DJMG 09.02.2002 – p. 09)







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