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Mulher que tentou matar deficiente é condenada a 11 anos

Julgados - Direito Penal - Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2005

A dona de casa Cristiane Pedrelli, 24 anos, residente em Timbó, foi condenada a 11 anos, dois meses e seis dias de reclusão em regime integralmente fechado por tentativa de homicídio praticado contra a menor F.C, de apenas 11 anos, em crime ocorrido na manhã do dia 21 de janeiro de 2004.

A decisão de condenar Pedrelli foi adotada em sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Timbó, em Santa Catarina, realizada nesta semana, sob a presidência do juiz Roberto Lepper. Por se tratar de crime hediondo, o magistrado negou o direito da ré recorrer em liberdade, determinando seu encarceramento logo após a leitura do veredicto.

O crime praticado pela dona de casa chocou a pacata comunidade de Timbó, município do Vale do Itajaí, principalmente por conta dos requintes de crueldade empregados pela autora. Segundo os autos, Cristiane Pedrelli tentou matar a menor F.C, que sofre de retardo mental e tem problemas psicomotores, por discordar da pensão alimentícia que a menina recebia do pai, Adilson José Caneppele, com quem convivia maritalmente na época do crime. Desta forma, na manhã de 21 de janeiro do ano passado, a dona de casa dirigiu-se até a residência da vítima e, aproveitando-se que ela estava acompanhada somente por outra menor, colocou em prática seu plano criminoso.

De início, Pedrelli trancafiou a colega da vítima no banheiro da casa, amarrando pés e mãos com o auxílio de uma meia-calça. Após isso, dirigiu-se até a sala, onde arrancou o fio do telefone e o envolveu no pescoço de F., numa tentativa de estrangulamento. Para completar, ainda colocou vários salgadinhos na boca da menor, buscando asfixiá-la. Como a garota ficou desacordada, Pedrelli considerou-a morta, deixando a casa na seqüência. F. , entretanto, logo recuperou a consciência, assim como sua amiga conseguiu se desvencilhar das amarras e sair do banheiro.

O crime foi denunciado à polícia, que investigou os fatos a partir de inquérito policial. O Ministério Público, em peça de autoria do promotor Alexandre Daura Serratine, ofereceu a denúncia, recepcionada pela Justiça, que levou o crime para julgamento pelo Tribunal do Júri. A sessão ocorreu neste semana e foi acompanhada com atenção por dezenas de moradores daquela comunidade.






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