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Federalização de rodovia no Mato Grosso será tema de votação

Notícias - Diversos - Segunda-feira, 12 de Setembtro de 2005

Entre outras propostas, a Comissão de Viação e Transportes pode votar o Projeto de Lei 5219/05, do deputado Wellinton Fagundes (PL-MT), que determina a federalização do trecho de 174 quilômetros da rodovia estadual MT-110, que liga a BR-070 à BR-364, no Mato Grosso. O relator da matéria na comissão, deputado Homero Barreto (PTB-TO), recomenda a aprovação da proposta.

Atualmente, o trecho de rodovia não é asfaltado, o que impede sua utilização constante pelos veículos de carga. Wellington Fangundes espera que, com a federalização, a produção de grãos da região de Primavera do Leste (MT), que em 2004 foi de 1,9 milhão de toneladas, seja escoada diretamente até o porto de Santos (SP) pelo terminal ferroviário da Ferronorte, localizado em Alto Taquari (MT).

Atualmente, o desvio que precisa ser feito pelos caminhões chega a 488 quilômetros. Welinton Fagundes calcula que, com os 314 quilômetros a serem poupados com a pavimentação do trecho, serão economizados R$ 60 milhões em transportes.

Também está na pauta de quarta-feira da comissão o Projeto de Lei 5095/05, do deputado Betinho Rosado (PFL-RN), que inclui a linha ferroviária entre Mossoró (RN) e a cidade de Sousa (PB) - atualmente desativada - na ferrovia Transnordestina. O relator, deputado Domiciano Cabral (PSDB-PB), recomenda a aprovação de um substitutivo.

A ferrovia Transnordestina é uma via considerada essencial para a integração econômica e social da região Nordeste e pretende integrar a antiga malha nordeste da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), hoje concedida à Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN). "Essa integração possibilitará a otimização da malha, por meio da interiorização das ligações, que hoje estão extremamente concentradas no litoral", explica o autor do projeto.

Betinho Rosado lembra que, apesar de o trecho ferroviário entre Mossoró e Sousa já estar incluído no Plano Nacional de Viação desde 1973, há muito tempo não recebe os investimentos necessários. "Esse importante trecho foi sendo paulatinamente sucateado, sendo por fim desativado", lamenta.

O parlamentar ressalta que, por meio do novo trecho da ferrovia, poderiam ser transportados cerca de 2,6 milhões de toneladas de produtos como sal, calcário, telhas, cimento e combustíveis.






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