Fraudes no futebol serão combatidas por nova lei

Notícias - Diversos - Segunda-feira, 24 de outubro de 2005

A Comissão de Turismo e Desporto realiza duas audiências públicas nesta semana para discutir a crise no futebol brasileiro, provocada pelas denúncias de irregularidades na arbitragem do campeonato brasileiro. As audiências foram propostas pelo deputado Sílvio Torres (PSDB-SP), que foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CBF-Nike. A CPI investigou irregularidades no futebol brasileiro. Para ele, é importante ouvir os envolvidos o mais cedo possível e fazer um diagnóstico rápido da situação, sugerindo mudanças na legislação e procurando responsáveis.

Na primeira, os parlamentares ouvem o ex-árbitro Paulo José Danelon, um dos acusados de integrar a "máfia do apito", acusada de manipular resultados de jogos no campeonato brasileiro. Na segunda será ouvido o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero. No esquema da máfia do apito, a quadrilha combinava o resultado dos jogos com os juízes e depois apostava em dois sites ilegais de jogos na internet. A estimativa é que os fraudadores ganharam mais de R$ 1 milhão nos últimos seis meses.

As reuniões desta semana fazem parte de uma série de audiências que a comissão realizará sobre o assunto nas próximas semanas. A primeira foi realizada na semana passada, quando foi ouvido o promotor do Ministério Público de São Paulo José Reinaldo Carneiro de Bastos, que cuida do caso e defendeu a anulação de 11 partidas da série A do Campeonato Brasileiro apitadas pelo ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho.

Além de Paulo José Danelon e Marco Polo del Nero, serão ouvidos o ex-juiz Edilson Pereira de Carvalho, também acusado de fraudar resultados de jogos; o presidente da Associação Nacional de Árbitros de Futebol, José de Assis Aragão; e o ex-presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Armando Marques. Serão ouvidos ainda o empresário Nagib Fayad, acusado de ser um dos mentores do esquema; os presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira; do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter.

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