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Advogado acusado de roubar celular pode ser cassado pela OAB

Notícias - Advocacia - Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2006

O presidente da Seccional de Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil, Júlio Oliveira, afirmou que o advogado Luís Guilherme Passos Marinho vai responder a processo ético-disciplinar por falta de idoneidade e por atingir a reputação da classe ao furtar dois celulares em uma boate. Júlio Oliveira explicou que, caso seja considerado culpado ao fim do processo, o advogado pode receber uma punição que vai da advertência verbal até a cassação do registro profissional.

“Mesmo que a infração cometida pelo advogado não tenha sido no exercício da profissão, ele está sujeito a ter o registro profissional cassado porque apresentou um comportamento não condizente com a classe. É um comportamento deplorável para alguém que devia zelar pelo cumprimento da lei”, avaliou Júlio Oliveira.

O artigo 1º do Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil prevê o seguinte: “O exercício da advocacia exige conduta compatível com os preceitos deste Código, do Estatuto, do Regulamento Geral, dos Provimentos e com os demais princípios da moral individual, social e profissional”.

O advogado Luiz Guilherme Passos Marinho, 38 anos, foi preso em flagrante no bairro dos Aflitos, em Recife, na madrugada de sexta-feira. Marinho é acusado de furtar dois aparelhos celulares e R$ 50 de mulheres que estavam numa casa noturna onde ocorria uma festa de formatura do curso de Administração da Universidade de Pernambuco (UPE).

Um dos seguranças do local afirmou que viu ele furtando um celular e depois jogando a bolsa no lixeiro da boate. A Polícia Militar foi acionada, seguindo-o até uma lanchonete nas proximidades, onde o suspeito foi abordado. Marinho, que é advogado na área Tributária e Civil, negou o crime ao delegado de plantão de Casa Amarela, Antônio Falcão.






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