Diciona

Advogados foram alvo de escuta ilegal no Espírito Santo

Notícias - Advocacia - Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2005

Além dos jornalistas e funcionários da Rede Gazeta, seis advogados que atuam no processo sobre a morte do juiz Alexandre Martins de Castro Filho também tiveram o sigilo telefônico quebrado em abril deste ano. Os advogados Fabrício Campos, Durval Albert e Gualtemar Soares, responsáveis pela defesa do juiz Antônio Leopoldo - acusado de mandar matar o juiz Alexandre - encaminharam à Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Espírito Santo uma representação pedindo ao presidente da entidade a apuração das interceptações.

Na representação, os advogados afirmam que as gravações atingem o direito de sigilo profissional assegurado pela lei federal 8.906/94 que regula todas as atividades da OAB. Eles também assinalam que os delegados Danilo Bahiense a Claúdio Vitor não especificaram a razão da continuidade das gravações. O presidente da OAB-ES, Agesandro da Costa Pereira, disse que vai pedir ao Tribunal de Justiça e à Secretária Estadual de Segurança Pública documentos que complementam àqueles já encaminhados na representação, para assim identificar os culpados e processá-los.






Todos os direitos reservados

Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização

Política de Privacidade | Editorial | Contato