Falso advogado é preso no Espírito Santo com carteira da OAB

Julgados - Advocacia - Quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Oito anos depois de usar três identidades falsas, o golpista Fernando Vitorino Candeia da Hora, 35 anos, foi descoberto e preso pela polícia. Há um ano e meio, ele vinha atuando como falso advogado com a inscrição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de um profissional registrado na entidade. Fernando foi preso nesta quarta-feira , em casa, em Vitória, em cumprimento a um mandado de busca e apreensão. O crime estava sendo investigado pela Delegacia de Defraudação (Defa) há um mês.

Com o acusado, foram encontrados cartões de três bancos, onde ele tinha conta com identidades falsas; duas carteiras de trabalho – em nome de Nilson Machado da Hora e Fernando Meireles; um seguro de vida no valor de R$ 55 mil, no nome de Nilson; e uma carteira de Juiz Arbitral, de Doutor Fernando Deprá da Hora, identidade que ele usava como advogado.

Segundo informações da polícia, Fernando usava o número da OAB de um advogado capixaba. "Há cerca de um ano e meio, ele me procurou e me pediu para ajudá-lo. Fernando disse que era advogado, mas a inscrição dele era de outro Estado, por isso, não estava conseguindo atender clientes aqui. Ele me passava os casos e não me pedia porcentagem", contou o advogado.

O profissional disse que atendeu a duas pessoas indicadas pelo acusado. Pouco tempo depois, Fernando voltou ao escritório da vítima e pediu um modelo de procuração. "Disse que estava com um cliente importante. Não podia imaginar que era um golpe, afinal ele havia me ajudado".

Com um documento timbrado, o golpista começou a atender clientes de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Chegou a fazer petições para criminosos do Rio e de São Paulo. Há um ano, a vítima foi acionada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O órgão pediu que o advogado comprovasse o número da OAB, já que havia outro profissional com a mesma inscrição. Sem saber do golpe, ontem, o homem foi acionado por Fernando para ir à delegacia, defendê-lo. No local, foi avisado do esquema.

Fernando Vitorino já esteve preso acusado de falsidade ideológica, na Serra. Ele foi detido em Linhares, Norte do Estado, em 1998, e cumpriu pena de seis meses, conseguindo depois liberdade condicional. Após ser solto, Fernando voltou a aplicar golpes. Abriu a empresa de cobrança Decob Departamento Especializado em Cobrança Ltda ME, em sociedade com a mulher. Advogou em causas trabalhista, penal, cível e de família. O falso advogado foi autuado por falsidade de documentos públicos e particulares, uso de documentos falsos e falsidade ideológica. O Código Penal prevê pena de um a cinco anos para cada infração. (Gazeta do Espírito Santo)

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