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Tropas brasileiras permanecerão no Haiti por mais seis meses

Notícias - Direito Internacional - Terça-feira, 29 de Novembro de 2005

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, anunciou que as tropas do Conselho de Segurança das Nações Unidas que estão no Haiti, lideradas pelo Brasil, deverão permanecer por mais seis meses.

Segundo Amorim, que participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, as tropas da Missão de Estabilização da ONU no Haiti, chamada de Minustah, ainda são necessárias para garantir o avanço democrático e a pacificação do país. Para o ministro, a saída das tropas agora debilitaria a possibilidade de uma solução pacífica para o Haiti.

Além disso, para o ministro, a presença dessas tropas é muito importante porque "é uma solução latino-americana para o Haiti." Ele acrescentou que a presença não é nem dos Estados Unidos, nem da França, mas "é a própria América Latina cumprindo mandato das Nações Unidas".

Amorim enfatizou ainda que o trabalho das tropas é um mandato do Conselho de Segurança da ONU e que é uma "ação multilateral legítima que visa livrar o Haiti do ciclo de violência e miséria".

Em resposta à deputada Maninha (PT-DF), que questionou a possível violação de direitos humanos, Amorim destacou que todas as denúncias são levadas a sério pelo Ministério das Relações Exteriores, que verificou que "não tem havido violações e que a situação tem melhorado bastante". O ministro contou que a cidade Belle-air, onde havia muitos conflitos, já está pacificada e diplomatas já conseguem fazer passeios a pé pelas ruas da cidade.

O ministro contou que esteve recentemente no Haiti e manteve contato pessoal com sete dos principais candidatos a presidente da República. Segundo Amorim, todos eles elogiaram o papel das tropas da ONU e manifestaram desejo de que elas permaneçam durante algum tempo para ajudar o país, inclusive os candidatos mais à esquerda. "Todos querem a permanência das tropas até que a pacificação possa evoluir mais."






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